Banner-site_Belo-Monte

Belo Monte

"A privatização já se mostra altamente prejudicial aos trabalhadores do setor, bem como ao conjunto da classe trabalhadora no Pará, que consome a energia distribuída pela Celpa"

Os problemas do serviço de energia elétrica foram tema de debate na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Altamira na semana passada. Os presentes relacionaram a precariedade do serviço à má qualidade da Celpa (a distribuidora do Pará) e à construção da hidrelétrica de Belo Monte, que causou um aumento da demanda na cidade. Coincidência ou não, 90% da reunião da Câmara aconteceu no escuro por falta de luz.

Embora convidada, a Celpa não compareceu. Pertencente ao Grupo Rede, a companhia faliu e está em processo de recuperação judicial. Hoje, está sob controle do grupo Equatorial.

Com um prazo de 24 horas dado pela desembargadora Selene de Almeida, do TRF-1, Brasília (DF), os cerca de 180 indígenas de nove povos dos rios Teles Pires, Tapajós e Xingu, afetados por projetos hidrelétricos, decidiram se retirar do principal canteiro de obras da UHE Belo Monte, às margens da Transamazônica, no Pará, no início da noite desta quinta-feira, 9.

Famílias atingidas por Belo Monte da cidade de Altamira ocuparam hoje (7) reunião do Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS Xingu). Esse conselho gerencia os R$ 500 milhões em recursos públicos a serem aplicados nos onze municípios prejudicados por Belo Monte. O principal ponto de reivindicação era audiência pública com os diretores do IBAMA, da Norte Energia (dona de Belo Monte), do BNDES e com o Ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria da Presidência da República.

Áreas da Prelazia do Xingu (de Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará e Placas) e representantes do CIMI, MAB, CPT e CJP se reuniram nos dias 3 e 4 de maio, em Placas, para buscar o fortalecimento da luta na Transamazônica, numa extensão de aproximadamente 500 km, entre Anapu e Rurópolis.

Essa área sofre os reflexos negativos de Belo Monte e de outros projetos de expansão do Capital na Amazônia, como é o caso do Agronegócio, das madeireiras e mineradoras e carecem de políticas públicas elementares apesar de estar do eixo do chamado “desenvolvimento” e “progresso”.

Cerca de 200 indígenas afetados pela construção de hidrelétricas ocuparam nesta quinta-feira, 2, o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte no município de Vitória do Xingu, Pará. 

Cerca de 200 atingidos pela barragem de Belo Monte ocuparam na manhã desta terça-feira (3) o prédio da Celpa (distribuidora de energia do Pará) na cidade de Altamira, Pará. Os manifestantes, organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), estão em marcha no dia de hoje para lutar por seus direitos.

As famílias de Assurini, região ao lado de Belo Monte, estão em marcha por seus direitos. A caminhada começou ontem (28), com previsão de chegada a Altamira amanhã (30).

Na cidade, vão se juntar a outros manifestantes atingidos por Belo Monte, como famílias das áreas alagadas da cidade, e moradores de comunidades do entorno que também estão lutando por luz, moradias e condições de produção.

O Programa Luz Para Todos está abandonado no Assurini, região próxima da barragem de Belo Monte, em Altamira (PA). A distribuidora Celpa tinha até dezembro de 2012 para terminar a obra, orçada em um milhão e oitenta e quatro mil reais, com 100 km de rede e ligação para 600 famílias. Isso corresponde a 10% da demanda de Assurini, uma área rural que tem hoje 6 mil famílias.

Após fazer um protesto que trancou a Transamazônica na semana passada, os agricultores da região de Altamira conseguiram realziar uma reunião com autoridades nesta segunda-feira (22) para exigir seus direitos. Entre os principais pontos da pauta estava o acesso à energia elétrica, reformas e sinalização nas estradas, acesso ao transporte escolar e regularização fundiária.