Mulheres

O modelo energético brasileiro e a violação dos direitos das mulheres

1. Energia para quê e para quem?

O Brasil faz grande propaganda de sua forma de produção de energia. Com 80% de sua matriz proveniente de energia hidrelétrica, nosso país se gaba de ter um sistema “limpo”, barato e eficiente, já que esse tipo de geração garante até 92% de aproveitamento, contra uma média de 30% dos combustíveis fósseis, que dominam a matriz mundial, não são renováveis e são poluentes.

Soniamara Maranho fala da importância da luta das mulheres camponesas na Via Campesina no Primeiro Encontro Nacional do MMC em Brasília.

Cerca de duzentas mulheres ligadas aos movimentos do campo e da cidade de Marabá realizaram no oito de março um ato em frente a prefeitura da cidade as atividades referente ao dia internacional das mulheres.

Cerca de 500 mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a sede da fazenda Aliança, da senadora Kátia Abreu, no município de Aliança (TO), as margens da rodovia Belém –Brasília.

Menina de 16 anos foge de boate onde polícia encontrou 15 mulheres em situação de cárcere privado e regime de escravidão.

Há uma tendência de aumento na exploração sexual de mulheres em obras como as das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, devido à migração de um contingente massivo de trabalhadores. Ocorre então a mudança econômica e de padrão cultural na região.

Na noite do dia 25 de outubro, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou um importante ato político de encontro dos grupos de base da comunidade quilombola de Cupira em Santa Maria da Boa Vista (PE). O encontro teve a participação das cerca de 100 famílias organizadas nos grupos de base e faz parte da preparação para o Encontro Nacional do MAB em 2013.

A participação das mulheres foi significativa nesse processo. “Elas estão cada vez mais engajadas na luta, muitas pela primeira vez assumindo a responsabilidade de coordenadoras dos grupos”, afirmou Louise Löbler, da coordenação do Movimento.

Com o objetivo de fortalecer a organização das mulheres atingidas por barragens e denunciar a violação dos direitos humanos das mulheres, agravados com a construção das hidrelétricas, o MAB deu início a um trabalho de formação e organização das mulheres atingidas pelas barragens de Rondônia, com apoio da ONU Mulher.

O Movimento dos Atingidos por Barragens, em parceria com a ONU Mulheres (UNIFEM), desenvolve a segunda etapa do projeto que tem como objetivo colaborar com um diagnóstico sobre as principais violações aos direitos das mulheres atingidas por barragem no estado de Rondônia, além de dar capacitação às atingidas para atuarem como defensoras dos direitos humanos, a fim de combater as violações que vem ocorrendo na região.