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Belo Monte

'O descaso do Governo de nosso Estado pelo Oeste do Pará, particularmente aqui em nossa região, é muito grande. O Estado é totalmente inoperante. Os recursos que são repassados ao Estado não chegam ao povo'. Assim afirmou Cleide, representante da Casa de Governo, Altamira, durante reunião no Acampamento Novo Horizonte, em Brasil Novo. Esse desabafo é porque Orlando Barata, representante do Estado do Pará, assumiu compromisso por duas vezes de visitar o Acampamento e não veio.

Aconteceu domingo (4) o 2º torneio beneficente de futebol realizado no campo de Luci e Evandro (militantes do MAB) pela Comissão Justiça e Paz de Brasil Novo e pelo Movimento dos Atingidos por Barragens. Compareceram 23 times.

Os dois primeiros ganhadores (Novo Horizonte e Lagoa da Serra) dividiram o prêmio de R$ 500,00.Esses torneios realizados periodicamente fazem parte de um plano de autosustentação do Movimento, confraternização, divulgação de nossas lutas e denúncias de grandes projetos como Belo Monte.

Aconteceu nessa sexta-feira e sábado (2 e 3 de maio) o 1º Encontro de Formação das Mulheres Atingidas por Barragens na região do Xingu, em Altamira (PA). Na atividade, as mulheres participantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) tiveram a oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a realidade e discutir como nos organizar e lutar por nossos direitos.

Os carroceiros consultados afirmaram que antes da barragem faziam de 6 a 8 fretes por dia, e hoje fazem apenas dois em média, e essa informação foi omitida pela empresa

Em síntese, a assistência à saúde aqui, talvez mais que em outras regiões do país, é tratada como um negócio. O chamado “Custo Amazônico” é manobrado para aumentar os lucros em todos os ramos. Uma consulta chega a custar R$ 250,00. Um parto vai à cifra exorbitante de R$ 4.000,00. A não ser quando se dá um jeitinho, o negócio da saúde se mistura ao negócio da politicagem, e um parto é trocado por votos

É duro dizer, mas quem tem poder de mando no governo está aparelhado com a ditadura incrustada no setor elétrico. Isso torna o governo extremamente frágil. Incapaz de exigir que ao menos as famílias deslocadas à força tenham seus direitos plenamente assegurados.

Após realizar a Assembléia Popular dos Atingidos pelas Barragens e Enchente do Rio Madeira, cerca de 1.000 atingidos e desabrigados do baixo, médio e alto Madeira ocupam canteiro de obras da UHE de Santo Antônio e reivindicam reunião com a diretoria do consórcio construtor.

Os manifestantes exigem que a Santo Antônio e Jirau assumam a responsabilidade e garantam:

1)  Indenização pela perda da produção, dos equipamentos domésticos, moradias, móveis e outros pertences;

Há quem nos chame de filhas da pauta

Há quem nos chame de filhos da outra

Toda madrugada do tempo traz um pingo da noite, que foi longa.

Somos parentes de outra realidade

Parteiras da rebeldia e da liberdade

Grávidos de sonho. 

Já sinto saudade do que ainda será!

É que o tempo não para e o caminho é infindo.

O término de tudo tem seu início

Após tantas vitórias que virão tudo estará apenas começando. 

Essa gente impactada negativamente pela barragem, porém – gentinha para muitos – está se metendo agora a ser dona do seu destino. Quem não tem dono e nem é dono de quase coisa alguma se propõe a ser dono do próprio nariz, e da história. Essa é, no momento, a coisa mais importante que vem acontecendo em Belo Monte: o despertar de um povo

Por volta de 200 atingidos por Belo Monte se reuniram na tarde desta quarta-feira (9 de abril) em uma assembleia popular para definir os próximos passos da luta pelo reassentamento urbano na cidade de Altamira. Os atingidos exigem celeridade da Norte Energia no reassentamento das famílias atingidas pois Altamira enfrenta uma das piores cheias dos últimos anos e mais de mil famílias estão desabrigadas.