Fumaça

Ontem (21), a Câmara Municial de Ouro Preto (MG) realizou uma sessão ordinária no portão principal da empresa Novelis, como forma de protesto. Mesmo com a coação feita pela empresa à Câmara durante a manhã e com a liberação dos trabalhadores ao meio dia, estiveram presentes cerca de 150 pessoas, entre elas representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens.

O processo de luta em Minas Gerais já tem garantido vitórias para os atingidos por barragens, principalmente na área da produção. O objetivo é a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento da organização das famílias nas diferentes comunidades do estado.

Atingidos trabalham na estufa de hortaliçasO projeto foi inspirado em uma experiência da Universidade Federal de Lavras (UFLA) que foi adaptada às condições locais. Estão sendo aproveitados materiais disponíveis na região, principalmente o bambu e a madeira, com o objetivo de baratear os custos. Cada estufa custa em média R$500,00.

No ultimo sábado (27) um grupo de estudantes dos cursos de Biologia e Geografia da Universidade Federal de Viçosa (UFV) visitaram o acampamento organizado pelo MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) às margens da PCH Fumaça no distrito de Miguel Rodrigues em Diogo de Vasconcelos. A visita foi feita numa parceria entre o Centro Acadêmico de Biologia e a Assessoria de Movimentos Sociais da Universidade.

Hidrelétricas geram energia para lucro das empresas e deixam a população atingida na miséria.

Cerca de 300 atingidos por barragens estão mobilizados em duas regiões de Minas Gerais, nas barragens de Aimorés e Fumaça, no leste do estado e na zona da mata. As ações fazem parte da jornada nacional de lutas do Dia Internacional de Lutas contra as barragens, comemorado no dia 14 de março.