Jirau

Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se reuniram nesta terça-feira (7) com o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, para apresentar algumas das principais ações do MAB e a proposta de parceria para soluções de problemas ocasionados por barragens em Porto Velho.

A definição clara e justa de uma política pública nacional de direitos das populações atingidas por barragens foi defendida pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO) em reunião, nesta semana, com representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Porto Velho.

Para o senador, o marco regulatório é necessário considerando que no país há cadastradas cerca de 12 mil famílias sem terra, após ser atingidas por barragens. Em Rondônia, somente na região da Usina Hidrelétrica de Samuel, são aproximadamente mil vítimas sem terra.

Entre os dias 25 e 27 de abril foi realizado o encontro de construção e inauguração da primeira unidade de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), das 50 previstas para o estado de Rondônia.

Hoje, dia 20 de março, foi realizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o seminário ‘A Questão Energética na Amazônia Brasileira ’, em parceria com a Universidade Federal de Rondônia. Este momento foi marcante para os atingidos, movimentos sociais e trabalhadores, por ter sido realizado dentro da universidade, que é historicamente excludente no Brasil.

Há uma tendência de aumento na exploração sexual de mulheres em obras como as das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, devido à migração de um contingente massivo de trabalhadores. Ocorre então a mudança econômica e de padrão cultural na região.

O Congresso Nacional investiga denúncia de operários submetidos a tortura na obra de construção da Usina Hidrelétrica de Jirau.

No último sábado (7), o MAB fez um encontro de  formação com os coordenadores e coordenadoras de grupo de base do Baixo Madeira, região à jusante das barragens de Santo Antonio e Jirau, em Rondônia. O objetivo é fortalecer a organização dos grupos de base, que são o alicerce do Movimento.

Nós, trabalhadores e atingidos por barragens, viemos a público manifestar nosso repúdio à tentativa da empresa Camargo Corrêa e do consórcio Energia Sustentável do Brasil S.A de caracterizar os trabalhadores da hidrelétrica de Jirau como vândalos face aos protestos ocorridos no canteiro de obras na madrugada do dia 03 de abril.