Mulheres

As arpilleras bordadas pelas mulheres atingidas por barragens na Amazônia, foram expostas durante o “2º Seminário de Etnobiodiversidade e Questões Socioambientais na Amazônia: saberes conjugados e socialidade multicultural”, nos dias 26 e 27 de outubro de 2016 na comunidade Vila Que Era e no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Bragança (PA).   

Começou neste domingo (18 de setembro) a exposição “Arpilleras Amazônicas: costurando a luta por direitos”, no Sesc Boulevard, em Belém. A mostra é uma parceria entre o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Sesc. Ela traz 17 telas de tecidos costuradas por mulheres atingidas por barragens integrantes do MAB na Amazônia para denunciar a violação de direitos humanos nessas obras.

O Centro Cultural Sesc Boulevard e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) apresentam a exposição "Arpilleras Amazônicas: Costurando a luta por direitos”. A mostra traz um conjunto de telas de tecidos (arpilleras), peças únicas costuradas a muitas mãos por mulheres atingidas e ameaçadas por barragens da região Amazônica. Toda a programação ocorrerá entre os dias 18 a 30 de setembro, no Centro Cultural Sesc Boulevard, em Belém (PA).

O MAB expôs as arpilleras feitas pelas mulheres da Amazônia na barraca da Santa, na orla do cais, em Itaituba, nesse domingo (13 de março). É a terceira exposição do acervo na região do Tapajós.

Foram expostas 9 arpilleras construídas coletivamente pelas mulheres do MAB no Tapajós, Xingu e Araguaia-Tocantins, no Estado do Pará. Parte delas foi feita nas oficinas do projeto apoiado pela Christian Aid e União Europeia para fortalecimento da organização das mulheres do Tapajós.

Em seminário, organizações das mulheres questionam modelo de desenvolvimento pensado para o Tapajós e constroem pauta de reivindicações

As mulheres atingidas por barragens do Pará somaram às milhões de mulheres lutadoras desse país e foram às ruas nesse 8 de Março denunciar o abuso do preço da energia. Elas também denunciam que o modelo energético de nosso país causa graves violações de direitos humanos, sendo as mulheres as mais prejudicadas.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou a exposição “Arpilleras Amazônicas: mulheres atingidas por barragens costurando direitos na Amazônia”, apresentando 16 arpilleras produzidas por atingidas de Rondônia e do Pará na Faculdade do Tapajós (FAT), em Itaituba, na noite de sexta-feira (2 de outubro).

As peças foram produzidas por mulhereres atingidas pelas barragens de Belo Monte (PA), Tucuruí (PA), Santo Antônio (RO) e Samuel (RO) e ameaçadas pelos projetos do Complexo Tapajós (PA) e Marabá (PA).

Trocar experiências, estudar o modelo energético e construir uma pauta de luta das mulheres. Esses foram os objetivos do Seminário Mulheres da Amazônia, que reuniu 25 atingidas por barragens de seis regiões em Itaituba (PA) nos dias 2 a 4 de outubro. A atividade foi realizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

“Com o motivo dessa barragem o pessoal fica na iminência de sair e não quer mais plantar, não quer mais produzir, fica com medo de investir e perder tudo. Muita gente está vendendo terreno. Eu não queria sair daqui. Quando cheguei aqui só tinha umas casinhas na primeira rua, pessoal viva da pesca, da caça, alguns ainda cortavam seringa.”

“Meu maior medo é que eu não me acostumo na cidade. Lá é aquela quentura, é ladrão, trânsito, tudo isso eu tenho medo. Aqui não, aqui eu estou sossegada, mas se sair a barragem vou ter que correr para lá no meio do sufoco. Eu sou filha da beira do rio, não consigo viver sem comer peixe. Aqui o costume é esse. Tem gente que acha sofrida a vida da gente, mas a gente gosta, a tranqüilidade vale muito.”