Petróleo

Nesta sexta-feira (30), em dia de greve geral do povo brasileiro, petroleiros paralisam as atividades do Sistema Petrobrás em defesa da Soberania e dos direitos do povo, e recebem apoio de movimentos populares.

A greve nas unidades da Petrobrás acontece em todas regiões do pais e, praticamente, em todas as refinarias do sistema Petrobrás. Há paralisações fortes em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo, Bahia, Ceará e Pernambuco.

A Federação Única dos Petroleiros repudia a indicação de Pedro Parente para a presidência da Petrobras. De acordo com os petroleiros, seu currículo "não deixa dúvidas sobre que lado ocupa na luta de classes". Parente foi Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, entre 1995 e 1999, Chefe da Casa Civil, entre 1999 e 2002, e também foi presidente da Câmara de Gestão da Crise Energética, em 2000.

Confira a nota da FUP:

 

Aconteceu nessa sexta-feira (11 de março) o seminário estadual Energia, Educação e Indústria no Brasil em Belém (PA). A atividade foi construída pela Plataforma Operária e Camponesa da Energia como parte da Jornada Nacional de Lutas dos atingidos por barragens e trabalhadores do setor da energia.

Na parte da manhã, integrantes das organizações que constroem a Plataforma trouxeram um panorama da ofensiva neoliberal nos setores da eletricidade, petróleo e educação. Os debates apontaram a centralidade de defender a Petrobrás e os recursos do pré-sal para a saúde e educação.

Para trabalhadores petroleiros, votação configura crime de lesa pátria, renúncia à política de Estado no setor de petróleo e concessão de vez ao mercado.

Para integrante do Conselho de Administração da Petrobras, consequências da aprovação do projeto do pré-sal seriam "devastadoras". Ele critica falta de articulação do governo.

Por Vitor Nuzzi, da Rede Brasil Atual

Projeto de José Serra e Renan Calheiros acaba com o regime de partilha do pré-sal e abre caminho para a exploração de transnacionais petroleiras.

Por Marcelo Zero, no Diálogo Petroleiro

I- Porque ter a Petrobras como operadora única garante ao País o controle estratégico das reservas e da produção do óleo. Sem a Petrobras, perdemos essa garantia.

Ato contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ocorre simultaneamente à ocupação, mais de 500 militantes estão presentes.

do Brasil de Fato

por Gilberto Cervinski*

Os trabalhadores da Petrobrás estão em greve nacional contra a privatização da Petrobrás. Mais do que enfrentar o plano de desinvestimento, a greve significa um enfrentamento ao capital internacional.

A decisão de privatização adotada pela atual direção da Petrobrás é parte da estratégia e do jogo político que vem desde antes das eleições presidenciais que teve a difícil vitória da Presidenta Dilma.

Pauta da greve não se resume a demandas trabalhistas. “Se for produzir o pré-sal pela lógica do mercado, não vai sobrar nada para o povo”, diz diretor da FUP.

No quinto dia de greve, repressão continua sendo o tratamento ao movimento grevista