Uma das responsabilidades assumidas pelo MAB em nossa luta é a garantia do direito dos atingidos e atingidas por barragens de produzir alimentos saudáveis e energia. Por isso temos dedicado esforços para a construção de hortas livre de agrotóxicos com produção de pequenos animais (PAIS - Produção agroecológica Integrada e Sustentável), cisternas de captação de água da chuva, construção e instalação de placas de aquecimento solar de água e diversas outras ações que fortaleçam a capacidade produtiva das famílias atingidas por barragens.

Produção

No Nordeste serão construídas 267 cisternas, em comunidades na região do Vale do São Francisco (Pernambuco e Bahia), com 122 cisternas, e no Ceará, com 145 cisternas, distribuídas nas regiões do Maciço de Baturité e do complexo Castanhão.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realiza hoje (20) um curso técnico para implementação de cisternas no Rio Grande do Sul. O curso ocorre na propriedade da família de Maria Sezari, na comunidade da Linha 12 em Severiano de Almeida.

Mais de 30 cisternas deverão ser construídas em comunidades dos municípios de Mariano Moro, Severiano de Almeida, Erechim, Barão de Cotegipe, Tapejara, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Barracão, Pinhal da Serra, Esmeralda e Vacaria. Essa é a primeira experiência do MAB com cisternas na região sul.

No Nordeste serão construídas 267 cisternas, em comunidades na região do Vale do São Francisco (Pernambuco e Bahia), com 122 cisternas, e no Ceará, com 145 cisternas, distribuídas nas regiões do Maciço de Baturité e do complexo Castanhão.

Os atingidos por barragens do reassentamento Mariana, a 25 km da cidade de Palmas, em Tocantins, estão utilizando novas formas de plantio e provando que, com força de vontade, assistência técnica, recursos hídricos e mercado consumidor, frutas amazônicas como açaí e cupuaçu podem facilmente ser cultivadas em áreas de cerrado.

O processo de luta em Minas Gerais já tem garantido vitórias para os atingidos por barragens, principalmente na área da produção. O objetivo é a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento da organização das famílias nas diferentes comunidades do estado.

Atingidos trabalham na estufa de hortaliçasO projeto foi inspirado em uma experiência da Universidade Federal de Lavras (UFLA) que foi adaptada às condições locais. Estão sendo aproveitados materiais disponíveis na região, principalmente o bambu e a madeira, com o objetivo de baratear os custos. Cada estufa custa em média R$500,00.