Santo Antônio

Os moradores da comunidade rural de Joana D’Arc, em Porto Velho (RO), mantém nesta quinta-feira (28) o bloqueio da estrada que dá acesso à cidade, como forma de protesto contra o consórcio Santo Antônio Energia.

Cerca de 100 moradores da comunidade rural de Joana D’Arc, em Porto Velho (RO), bloquearam a estrada que dá acesso à cidade na manhã de terça-feira (26) como forma de protesto contra o consórcio Santo Antônio Energia.

Os moradores alegam que não receberam a indenização que seria paga aos atingidos pela construção da usina de Santo Antônio. De acordo com os moradores, somente 176 pessoas foram beneficiadas pelo consórcio, deixando boa parte da comunidade abandonada.

Ainda estudante de Direito, Cíntia Peganotto assistiu as audiências públicas promovidas pelo Consórcio Santo Antônio Energia (Saesa), responsável pela construção da usina Santo Antônio, e pelo Energia Sustentável, que ergue Jirau, em que explicavam o que estava por vir. Ao invés do debate com a população, havia muita propaganda institucional, lembra ela. Ficava claro que o futuro não seria tão promissor quanto juravam.

Acontece nesta manhã (05/04), em Porto Velho (RO) um ato público em solidariedade aos trabalhadores e atingidos pelas usinas de Santo Antônio e Jirau. Cerca de 400 atingidos, camponeses e operários estarão concentrados na Praça Madeira-Mamoré desde as 10 horas da manhã (horário de Brasília) e seguirão em marcha pela Avenida 7 de Setembro, finalizando o ato na Rua Marechal Deodoro.

Hoje, 16 de novembro, será realizada mais uma assembléia entre os atingidos pela Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia. A assembléia acontecerá a partir das 10 horas da manhã, na Sede Social do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia (SINTERO), em Porto Velho. Estão sendo esperados entre 250 a 300 pessoas.

Ontem (28/6), uma comissão do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) se reuniu com as empresas donas da Hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia. A reunião foi fruto de um processo de organização e luta feita pelos atingidos por barragens, organizados no MAB, no último período.

Na última noite e na manhã de hoje (22/06), novamente os trabalhadores da usina de Santo Antônio estiveram mobilizados, protestando no canteiro de obras. Segundo um dos operários, os trabalhadores sofreram dura repressão da polícia e a empresa não deixou que os ônibus do turno da manhã entrassem no canteiro.

O Movimento dos Atingidos por Barragens vem através desta manifestar total apoio aos trabalhadores do canteiro de obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio, que está sendo construída no Rio Madeira, em Rondônia.

Desde a manhã de hoje (16/06), cerca de 500 famílias atingidas pela barragem de Santo Antônio estão reunidas em uma assembleia na comunidade Joana D’arc, Linha 17, em Porto Velho. As famílias estão discutindo a proposta de reassentamento que exigem das empresas construtoras da barragem, entre elas a Odebrecht e Furnas. Senadores, deputados, representantes do governo federal e do consórcio construtor da obra estão confirmados para a assembleia.

As empresas transnacionais Santander (Espanha), Banif (Portugal) e GDF-Suez (França e Bélgica), integrantes dos consórcios que estão construindo as UHE’s Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, foram denunciadas e condenadas pelo IV Tribunal Permanente dos Povos, realizado em Madrid de 13 a 17 de maio deste ano.