Tucuruí

Vizinhos de hidrelétrica sofrem com falta de energia elétrica no Pará

 “É uma contradição no estado do Pará com a hidrelétrica no quintal de casa e pagar a décima oitava tarifa mais cara no Brasil”, protesta uma militante de MAB.

Câncer, depressão, prostituição, extinção de peixes, desmatamento e destruição de toda uma vida foram alguns dos custos que pagam há 30 anos mulheres e suas famílias após a vinda da usina hidrelétrica de Tucuruí (PA).  Muitas ainda não receberam nenhum tipo de compensação pelos impactos recebidos

Desde ontem (29), cerca de 300 atingidos por barragens, organizados no MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), ocuparam a sede da Celpa (Centrais Elétricas do Pará), no município de Tucuruí.

Segundo os militantes do MAB, desde o início desta semana, falta luz, todos os dias, das 7h às 12h. Além disso, os moradores que moram nas ilhas formadas pelo lago da barragem de Tucuruí, não têm energia elétrica há mais de 25 anos.

Eles pretendem ficar na empresa até que sejam recebidos. Eles reivindicam também:

Atingidos pela barragem de Tucuruí ligados ao Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e sem terras estão acampados desde o dia 3 de novembro na sede do INCRA, em Tucuruí. Os atingidos por barragens estão reivindicando a legalização e o assentamento das 5 mil famílias que moram nas 1500 ilhas formadas pelo lago da barragem.