10.12.2007
MAB lança Campanha em defesa da Amazônia e das comunidades atingidas pelo Complexo Madeira

Em 10 de dezembro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) amanheceu ocupada por atingidos por barragens, sem-terras, pequenos agricultores e urbanos. Os trabalhadores protestaram contra o leilão de concessão do aproveitamento energético da primeira hidrelétrica do Complexo Madeira, a Santo Antônio, que aconteceu naquele dia, a portas fechadas.

Na disputa pela hidrelétrica de Santo Antônio, estão três consórcios formados por corporações transnacionais, como Votorantim, Suez Energy e Endesa. “O rio Madeira será explorado para produzir energia elétrica para empresas estrangeiras, que não querem beneficiar o povo brasileiro, mas o lucro”, afirmou Rosana Mendes, da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Segundo cálculos do MAB, baseado no preço da energia no mercado internacional, os donos das barragens de Santo Antônio e Jirau vão faturar em média R$ 525.000 mil por hora, com a venda da energia proveniente dessas barragens

Para impedir que o Rio Madeira seja vendido e a Amazônia saqueada, o Movimento dos Atingidos por Barragens, em parceria com várias entidades e movimentos sociais, lança a campanha “levante contra a venda do Rio Madeira. Em defesa das comunidades atingidas e da Amazônia”. Cartazes, folders e panfletos foram feitos para servir de subsídio no debate com a sociedade.

Conheça os materiais de divulgação da campanha:
1. Panfleto de estudo (pdf)
2. Folder de divulgação (pdf)
3. Cartaz da Campanha (jpg)

 

MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens
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