Apoie a população atingida por barragem!

Você já imaginou perder sua casa de repente? E os seus vizinhos? Como num dilúvio, enxergar a escola onde você esboçou as primeiras letras, a praça onde deu o primeiro beijo e o campo de futebol onde constantemente despejava seus sonhos simplesmente desaparecerem do mapa? Infelizmente, essa experiência já foi vivenciada por milhões de pessoas atingidas por barragens em todo o mundo.

São barragens construídas para viabilizar hidrelétricas, canais de transposição de água e depósitos de rejeitos resultantes da mineração. Com um discurso em prol do “desenvolvimento”, essas obras expulsam pessoas e animais e cobrem matas e florestas para gerar lucros para grandes empresas.

Aqui no Brasil, há 26 anos o Movimento dos Atingidos e das Atingidas por Barragens (MAB) busca organizar essa população para garantir seus direitos. De acordo com o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), existe um conjunto de 16 direitos humanos violados sistematicamente na construção de barragens no país. Entre eles, está o direito à informação e participação, direito a um padrão digno de vida, direito à moradia adequada, direito a um ambiente saudável e à saúde, direito à integral reparação e direito de acesso à justiça.

Com a crise política e econômica instaurada no país, quem paga a conta são as populações mais vulneráveis. As propostas de flexibilização da legislação ambiental, a retirada de programas sociais e a criminalização de organizações da sociedade civil refletem no agravamento da situação desse segmento social.

Por isso, mais do que nunca, precisamos que todos e todas se sintam parte desse grande esforço para garantir os direitos e a sobrevivência de milhares de pessoas espalhadas pelas cinco regiões do país. Afinal, somos tod@s atingid@s por este modelo de produção que exclui os mais pobres e privilegia os mais ricos.

Enfrentamos, especialmente, quatro grandes desafios nesse momento:

  1. Resistência contra novos projetos de barragens na Amazônia;
  2. Reconstrução da bacia do Rio Doce, região impactada pelo rompimento da barragem da Samarco/Vale/BHP Billiton;
  3. Organização e empoderamento das mulheres atingidas por barragens;
  4. Defesa e promoção dos direitos humanos das populações atingidas por barragens em todo o Brasil.

Além desse enorme desafio, o MAB ainda realizará, entre os dias 1 e 5 de outubro desse ano, seu 8º Encontro Nacional no Rio de Janeiro. A expectativa é reunir 4 mil pessoas para discutir sobre a realidade atual e apontar os novos desafios para as populações atingidas.

Pedimos a solidariedade de todos e todas para colaborar com essa campanha de resistência, luta pela vida e defesa do meio ambiente. Você pode doar por cartão de crédito acessando o link abaixo:

 

Ou transferir diretamente para a conta da APEMA - Associação de Proteção ao Meio Ambiente:

Banco do Brasil

(APEMA)

CNPJ: 04.473.311/0001-29

Ag: 2883-5

Cc.: 29.908-1