Atingidos por barragens marcham contra Garabi e Panambi

Manifestação ganha apoio do comércio local

Cerca de 450 pessoas, entre brasileiros e argentinos, atingidos pelas barragens de Panambi e Garabi, pescadores e integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), de pastorais sociais da Diocese de Santo Ângelo e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana participaram de um ato público internacional em defesa dos direitos dos atingidos.

O ato aconteceu na tarde de hoje (14/03), Dia internacional de luta contra as barragens, pelos rios, pela água e pela vida. Os manifestantes fizeram uma marcha pela cidade de Porto Mauá, região noroeste do estado do Rio Grande do Sul e contaram com a solidariedade do comércio local, que fechou as portas. Após, houve a concentração no Pavilhão de Festas dos Navegantes, onde foi realizada uma assembléia. Um dos objetivos da atividade foi cobrar do governo brasileiro e argentino esclarecimentos e informações sobre o projeto hidrelétrico do complexo Garabi que está sendo planejado no trecho internacional do rio Uruguai.

Neudicléia de Oliveira, da coordenação do MAB, ressalta que hoje em dia mesmo com tantas barragens construídas, não existe uma política adequada que trate dos direitos dos atingidos. “Nessa região a população ribeirinha sofre com a falta de informação sobre o andamento dos projetos e a preocupação maior das famílias atingidas é não haver uma política de tratamento que cuide e garanta as indenizações e os direitos”, afirmou.

Sábado (17/03) haverá outro ato público na cidade de Alba Posse, no lado argentino. A atividade estava prevista para o dia de hoje, mas foi transferida em função da chuva.  Durante essa semana diversas atividades e mobilizações estão sendo realizadas pelo MAB em diversas cidades brasileiras, marcando Dia internacional de luta contra as barragens, pelos rios, pela água e pela vida, que é celebrado no 14 de março.

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