Atingidos por barragens rumo ao 8º encontro nacional do MAB

Há cem anos o mundo viu um sonho se transformar em realidade. Os trabalhadores tomaram o poder na Rússia e a revolução soviética criou, pela primeira vez na história recente, uma sociedade com os meios de produção coletivos e sem a exploração de um ser humano sobre o outro.

Em meio ao sangue derramado nas trincheiras da 1ª Guerra Mundial, à fome que assolava o país e à desigualdade dos tempos imperiais, o lema que se alastrou por todo o território foi “Paz, terra e pão”. Os avanços da revolução no campo político e social não se reduziram apenas aos países socialistas, mas também forçaram praticamente todos os países a rever os conceitos de direitos básicos aos seus cidadãos. 

                                                                                                      Foto: Joka Madruga

Para relembrar esse legado, fazer uma avaliação crítica e trazê-lo à realidade brasileira atual, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) decidiu realizar seu 8º Encontro Nacional justamente no mês em que completa 100 anos que a classe trabalhadora tomou o poder na União Soviética. Durante os dias 1 a 5 de outubro de 2017 o Rio de Janeiro receberá o 8º Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens. Com o lema “Água e energia com soberania, distribuição da riqueza e controle popular”, o evento reunirá milhares de atingidos de todas as regiões do Brasil.

Mas para além do legado da Revolução Russa, os atingidos por barragens de todos os cantos do país também pretendem avaliar e traçar os próximos passos do Movimento no contexto de crise do capitalismo e de ataques severos à classe trabalhadora. 

Especificamente no Brasil, o golpe de Estado está efetuando uma verdadeira sangria nos direitos dos trabalhadores e entregando as riquezas brasileiras ao capital internacional. E a previsão para os próximos anos é de piora nas condições de vida do povo.

No campo da energia não é diferente. O que está ocorrendo é a tentativa escancarada de repassar nossas riquezas – petróleo, água e eletricidade - para as mãos de empresas transnacionais e privatizar empresas estatais como a Petrobras e Eletrobras. Sem falar no tratamento a nós, os atingidos que, nesse contexto, sofremos um rebaixamento ainda maior em nossos direitos. 

Porém, mesmo com a avaliação dessa difícil conjuntura política, acreditamos que nosso Encontro Nacional é um momento de celebrar a vida, as vitórias, as alegrias, a camaradagem e o amor, construídos diariamente na luta por todos os atingidos e atingidas do país.

Por fim, convocamos a todos e todas, atingidos/as e parceiros/as, para estarem presentes no 8º Encontro Nacional do MAB, que acontecerá de 1 a 5 de outubro, no Rio de Janeiro.