Em Correntina (BA), ribeirinhos mobilizam-se em defesa dos rios e da água

Ocorreu na manhã deste sábado (11) em Correntina (BA), ato em defesa dos rios da região e em solidariedade aos trabalhadores que, no dia 2 de novembro, ocuparam duas fazendas do oeste baiano, contra a apropriação indevida da água e em defesa do rio Arrojado. Após a ação, eles passaram a ser criminalizados e um contingente policial desproporcional foi destacado e acompanhou o ato de hoje, incluindo tropa de choque. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) esteve presente na atividade prestando solidariedade se somando na luta.

Na mobilização as famílias denunciaram o uso abusivo das águas do rio Arrojado e o seu baixo nível em consequência do intenso desmatamento, da retirada de água superficial e subterrânea, sobretudo pelas empresas do agronegócio, e das mudanças climáticas.

Em nota o MAB se manifestou apoiando à população Correntinense que se levanta em defesa de seus rios e pela vida, ao mesmo tempo que repudia a tentativa do agronegócio, que com o apoio do governo do estado da Bahia, alguns parlamentares e meios de comunicação, criminalizam a luta classificando os camponeses ribeirinhos como vândalos e terroristas.

De acordo com Andreia Neiva da coordenação nacional do MAB e moradora do município de Correntina, os grandes irrigantes escondem-se atrás do discurso de invasão da propriedade particular para justificar as medidas exigidas por eles ao governo do estado. Contudo, omitem que a chegada dessas empresas na região segue um padrão de grilagem das terras dos camponeses através da pistolagem, já denunciada pela população há muito tempo aos órgão competentes.

“O levante do povo que se deu no oeste baiano em defesa das águas é uma expressão clara de luta por soberania popular e pelo direito humano fundamental à água. O que acontece em Correntina está estritamente ligado às disputas mundiais pelo uso e controle das águas”. Afirma à moradora.

 

Com informações da CPT