Em MG, atingidos de Irapé pautam reivindicações para Governo de Minas e CEMIG

Cemig e Governo de Minas Gerais se comprometem a promover ações e programas sociais para atender atingidos do Vale do Jequitinhonha

Nesta terça-feira (30), a cidade de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, recebeu a Mesa de Diálogo entre a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão do Governo de Minas Gerais (SEPLAG), a CEMIG e cerca de cem atingidos organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que pautou os impactos da Barragem de Irapé na região.

Durante a reunião, entre atingidos e representação do governo estadual, a população relatou vários conflitos como que vêm sofrendo desde a construção da barragem. Centenas de famílias reassentadas não tem abastecimento de água com periodicidade, e chegam a ficar dias sem o recurso hídrico. Além dos atingidos não possuírem os títulos das terras do reassentamento.

“São mais de dez anos que milhares de pessoas que moram a baixo da construção da barragem de Irapé tiveram de herança: água contaminada, pesca comprometida, extinção de peixes nativos, agricultura sem produção. A população, em sua maioria são tradicionais pesqueiras e que sobrevivem da agricultura e não tiveram os direitos garantidos e não foram reconhecidas”, afirma Ariovaldo, pescador e coordenação do MAB na região.  

 Após ouvir as demandas dos atingidos a Mesa de Diálogo retornará a Araçuaí no início do segundo semestre de 2017 para apresentar propostas de desenvolvimento para região. O Governo e a Cemig vão se reunir com a Coordenação Estadual do MAB para pensar e planejar ações e programas para região.

Os representantes da Cemig se comprometeram a melhorar o diálogo com os atingidos. Foi criado um grupo de trabalho entre o MAB e a companhia energética para levantar as pendências e pensar projetos e programas sociais para atender os atingidos do Vale do Jequitinhonha.

“Este diálogo com a Cemig e o Governo de Minas é um passo importante para garantir os direitos de um povo que está cansando de descaso. Os atingidos organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens estão animados e permanentes na luta contínua por direitos”, diz coordenação do MAB na região.