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Luta por moradia consegue resposta positiva do governo estadual

“O governo do Pará não vai entrar com pedido de reintegração de posse”, garantiu representante para os moradores da Ocupação Novo Horizonte (Brasil Novo, PA)

Os moradores da Ocupação Novo Horizonte (Brasil Novo, PA) deram um passo importante para a conquista do direito à moradia. Após um intenso processo de lutas e organização no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), conseguiram se reunir nessa sexta-feira (21) com representantes do governo do estado e do governo federal para buscar uma solução para a regularização do terreno, ocupado por 173 famílias de trabalhadores desde janeiro de 2013.

“A gente vai trabalhar para que as famílias que ocuparam tenham a regularização fundiária”, afirmou Orlando Barata, representante do governo do estado, para mais de 100 famílias da ocupação reunidas. O terreno em questão, de 5 hectares, foi cedido pela prefeitura de Brasil Novo para o governo construir uma escola, porém o projeto nunca andou. “A área estava abandonada, servindo de ponto de uso de drogas e prostituição até as famílias ocuparem e darem vida àquele local”, afirmou Sandra Ribeiro, uma das coordenadoras da comunidade.

Com a pressão das famílias, Barata se comprometeu a buscar a regularização das terras via ITERPA (Instituto de Terras do Pará). Ele se comprometeu a trazer a resposta para os moradores em uma próxima reunião no próprio acampamento, no dia 24 de abril. “O governo do Pará não vai entrar com pedido de reintegração de posse”, também garantiu Barata.

A reunião aconteceu na Casa de Governo, em Altamira. Também esteve presente Johannes Eck, da Casa Civil. Ele disse que o governo federal também se compromete a colaborar com a luta das famílias, em especial na questão mais urgente do acesso à água.

“Essas famílias estão na luta justa, pois ninguém acampa se não for por necessidade. Além do déficit habitacional histórico, a ocupação tem como causa a barragem de Belo Monte, que inflacionou o preço dos aluguéis na região”, afirmou Iury Paulino, da coordenação do MAB.

Essa reunião foi possível após o trancamento do acesso à barragem de Belo Monte feito pelos atingidos como parte das lutas do 14 de Março do MAB.