Ribeirinhos reafirmam não às barragens no Tapajós

Ribeirinhos, pescadores e trabalhadores rurais reafirmaram sua posição contrária à construção do Complexo Tapajós durante seminário convocado pela Eletrobras para apresentação dos estudos para a realização das hidrelétricas, nesta segunda-feira (6) em Itaituba (PA).

 A atividade foi combinada com autoridades e políticos locais para que não houvesse a participação popular, sob desculpa que era uma questão técnica. Porém, integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) e outras organizações foram à atividade e problematizaram para que e para quem servirá esse projeto.

“Apesar dos estudos apontarem uma série de problemas ao ecossistema da região com a construção do complexo, o governo insiste em levar adiante esse projeto”, afirmou Fred Rênero, militante do MAB.

Os movimentos sociais também denunciaram que não houve a consulta prévia aos Munduruku, conforme manda a lei. Chiquinho Munduruku, representante dos indígenas, confirmou que eles continuarão resistindo a este projeto.

As organizações assinaram um manifesto de repúdio à construção do complexo. "Somos contra esta proposta de barragens do Rio Tapajós, pois beneficiará somente as multinacionais, enquanto a maior população, que somos nós, será prejudicada", diz o texto.