Seminário na Guatemala debate modelo energético na América Latina

Via Prensa Latina

No dia 11 de maio, na Guatemala, delegados de doze países latino-americanos se reuniram para debater o modelo energético e a resistência dos povos a esta situação devido a seus efeitos sobre o meio ambiente e os direitos humanos.

Peru, El Salvador, Brasil, Venezuela, Cuba, Argentina, Colômbia, Bolívia, Honduras, Panamá, México e Guatemala estiveram representados no encontro, convocado pelo Movimento de Atingidos por Barragens da América Latina (Movimiento de Afectados por Represas de América Latina - MAR, es espanhol).

No contexto do seminário, autoridades indígenas e ativistas sociais dos povos mayas em resistência, vindos de Huehuetenango, de Ixcan, de Cobán, de Petén e de San Marcos, expuseram suas experiências na luta contra os projetos hidroelétricos nesses territórios e os problemas enfrentados em virtude disso.

Para os integrantes do MAR, os megaprojetos hidroelétricos servem a interesses econômicos de poucos, por isso a articulação continental nascida em setembro de 2016 alenta o desenvolvimento de um modelo energético popular que satisfaça as necessidades da sociedade alternativa em construção em vários rincões do continente.

Este novo modelo parte do entendimento da necessidade de apropriação e gestão comunitária da água e energia, de critérios de eficiência por oposição ao desperdício, e da visão da energia como necessidade para a vida e não como uma mercadoria, entre outros postulados.

Também tem como princípio que a energia e a água são bens comuns, como estabelece a filosofia ancestral dos povos indígenas, camponeses e negros que defendem a vida, os territórios, a água e a energia nesta região geográfica.