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02.09.2009
Assembléia Popular debaterá Projeto Popular
de Desenvolvimento da Bacia do Rio Uruguai

O MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), realizará uma assembléia popular da Bacia do rio Uruguai, no dia 09 de setembro, às 9h, na Câmara de Vereadores de Vacaria RS, para dar seqüência à elaboração do Projeto Popular de Desenvolvimento para a região. A atividade contará com a presença de várias entidades, prefeitos, deputados e demais autoridades dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Um dos principais objetivos é debater quais as reais necessidades dos municípios, buscando viabilizar projetos sociais e ambientais que possam melhorar a vida da população da região.

Além da assembléia, será encaminhada uma equipe que irá ao Rio de Janeiro participar da reunião de negociação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Segundo lideranças do MAB, só na bacia do Rio Uruguai, o BNDES aplicou R$ 5,07 bilhões. Não se questiona aqui a aplicação desses recursos, no entanto, acredita-se que o banco possui uma dívida com a comunidade atingida. Calcula-se que com as hidrelétricas de Itá, Foz do Chapecó, Machadinho, Barra Grande, Campos Novos e Monjolinho tenha-se alagado uma área de 382,36 km2, equivalente a 38.246,00 hectares, atingindo diretamente 12.800 famílias de agricultores, aproximadamente 60 mil pessoas, de 50 municípios.

“Está sob nossa responsabilidade lutar e construir este outro projeto que estamos chamando de “projeto Popular de Desenvolvimento”, onde o desenvolvimento signifique de fato melhoria de vida da grande maioria da população, geração de emprego e renda, na organização da produção, oportunidade de acesso ao lazer e a cultura, na garantia dos direitos básicos e na soberania de nossa região.” Afirmam os representantes do MAB.

Por financiar grandes obras que causam grandes e negativos impactos sociais e ambientais, o BNDES tem recebido duras críticas. Há um debate e uma cobrança muito forte de entidades nacionais e internacionais, principalmente em cima dos problemas ambientais (debate do aquecimento global, etc.) ocasionados pelo atual projeto. Por estes e outros fatores, o BNDES tem tomado uma postura mais aberta de conversar com entidades da sociedade civil (que não sejam somente empresas) e discutir a possibilidade do banco fazer investimentos na área social e ambiental. Um destes grupos formados é a Plataforma DESC, onde diversas entidades (incluindo o MAB) têm dialogado e buscado questionar os investimentos feitos pelo banco, como também direcionar recursos para projetos sociais que melhorem a vida da população. Como o banco financia e financiou diversas barragens, mostrou-se receptivo a financiar projetos sociais nestas regiões.

 

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