Necessário instalar o plug-in Flash Player

06.08.2009
Movimentos sociais realizam campanha contra o alto preço
da energia elétrica em Fortaleza

Os movimentos sociais realizam na próxima semana, nos bairros de Fortaleza, a campanha contra os altos preços da luz. O objetivo é denunciar os preços abusivos que a população paga pela conta de energia elétrica e informá-la sobre o seu direito à Tarifa Social de Energia. A lei nº 10.438, criada em 2002, define descontos na tarifa de energia elétrica para as famílias pobres, classificadas de “Subclasse Residencial Baixa Renda”. Os critérios estabelecidos são de que a ligação deve ser monofásica e o consumo mensal não pode ultrapassar 220 kwh.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) tentou restringir o acesso para um número bastante pequeno de famílias através de resoluções normativas. Porém, o Proteste e o Procon de São Paulo ingressaram com uma ação civil pública questionando os requisitos e derrubaram as normativas da ANEEL. Assim, desde setembro de 2007 as distribuidoras foram notificadas e estão obrigadas a aceitar as autodeclarações, documento de cadastro das famílias na distribuidora de energia. À medida que as famílias forem entregando o documento, a empresa tem prazo máximo de 30 dias para cadastrá-las e já conceder o benefício.

“Com a Campanha muitas pessoas ficaram sabendo como funciona a exploração do povo pelas multinacionais do setor elétrico. A realidade é que desde a produção até a distribuição da energia elétrica, o custo do Kw/h é de 10 centavos. Porém, as grandes empresas mineradoras e de celulose como a Vale, Alcoa, Aracruz, etc, pagam apenas 4 centavos ao Kw/h, e as famílias pagam de 30 a 50 centavos ao KW/h. A campanha é para que as famílias também tenham energia mais barata em casa”, afirmou Nívia Diógenes, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que organiza a campanha no estado.

Nos dias 28 e 29 de julho aconteceu um encontro de preparação para os trabalhos nos bairros da Capital. Durante o encontro, os coordenadores falaram sobre a crise que assola os trabalhadores, com milhares de demissões nos últimos meses. Josivaldo Alves de Oliveira, militante do MAB, pontuou a importância da unificação dos movimentos para a pauta contra o alto preço da energia. Ele esclareceu com dados concretos os motivos dos aumentos abusivos da conta de luz, fundamentou porque se deve exigir a reestatização da Coelce, a distribuidora de energia do estado, e trouxe o exemplo de trabalho de base realizado em Rondônia.

A campanha contra os altos preços da luz faz parte da jornada nacional de luta dos trabalhadores do campo e da cidade contra a crise, que acontece de 10 a 14 de agosto em todo o país. Em fortaleza serão realizadas atividades em diversos bairros e nas portas de fábricas e os movimentos sociais convidam a todos a participar.

Contatos:
88 9613 5974
88 3576 1513
11 3392 2660

 

..:    Movimento dos Atingidos por Barragens  |  Brasil    :..