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06.11.2009
Trabalhadores ocupam sede
do INCRA, em Tucuruí
Atingidos
pela barragem de Tucuruí ligados ao Movimento dos Atingidos
por Barragens (MAB) e sem terras estão acampados desde o dia
3 de novembro na sede do INCRA, em Tucuruí. Os atingidos por
barragens estão reivindicando a legalização e o assentamento
das 5 mil famílias que moram nas 1500 ilhas formadas pelo
lago da barragem.
Já o MST
exige o cumprimento de uma pauta de reivindicação com
demandas em diversas áreas de acampamentos e assentamentos
do MST no Pará. Em Tucuruí, as terras da fazenda Piratininga
foram desapropriadas em 2008 por serem griladas, da União.
Por ser uma área com 80% de floresta, o MST propôs que o
assentamento fosse agroextrativista e a área de reserva
legal fosse comunitária. Porém, madeireiros e posseiros da
região estão, desde a época, desmatando a área de reserva,
ameaçando e expulsando as famílias do assentamento.
O MST no
Pará possui mais de 2000 famílias acampadas e 2503 famílias
assentadas e exige a imediata desapropriação das áreas e
implantação de políticas públicas nos assentamentos.
A demanda
do MAB é para atender a necessidade das famílias que foram
morar nas ilhas por não terem recebido nenhuma forma de
indenização depois da construção da barragem. Neste mês
completam 25 anos da inauguração da obra, mas a miséria e a
fome ainda atormentam os atingidos. São milhares de famílias
que ficaram sem terra para plantar, sem o rio para pescar e
hoje vivem às custas de programas assistenciais do governo.
Em
audiência com o INCRA em agosto, em Brasília, representantes
do instituto se comprometeram em fazer a legalização das
terras nas ilhas, porém até agora não houve nenhum avanço
nesse sentido. Os trabalhadores permanecerão acampados até
que sinalizações positivas sejam dadas tanto para o MAB
quanto para o MST na região.
Contatos: (94) 9189 9157 |