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07.08.2009
Movimentos sociais, entidades e pastorais realizam campanha
contra o alto preço da energia elétrica em Petrolina

Os movimentos sociais, entidades e pastorais da região de Petrolina intensificam na próxima semana a campanha contra os altos preços da luz. A atividade faz parte da jornada nacional de luta dos trabalhadores do campo e da cidade contra a crise, que acontece de 10 a 14 de agosto em todo o país.

O trabalho já vem sendo realizado nos bairros da cidade e objetivo é denunciar os preços abusivos que a população paga pela conta de energia elétrica e informá-la sobre o seu direito à Tarifa Social de Energia. A lei nº 10.438, criada em 2002, define descontos na tarifa de energia elétrica para as famílias pobres, classificadas de “Subclasse Residencial Baixa Renda”. Além disso, as organizações pretendem questionar as grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da região, entre elas a transnordestina, a transposição do rio São Francisco e as grandes barragens. “Porque mesmo com tantas obras que trazem tantos impactos sociais e ambientais pagamos tão caro pela energia elétrica?”, questionou Juziléia Carvalho do Nascimento, da Rede de Educação Cidadã. Segundo ela as pessoas não têm conhecimento sobre a Tarifa Social.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) tentou restringir o acesso para um número bastante pequeno de famílias através de resoluções normativas. Porém, o Proteste e o Procon de São Paulo ingressaram com uma ação civil pública questionando os requisitos e derrubaram as normativas da ANEEL. Assim, desde setembro de 2007 as distribuidoras foram notificadas e estão obrigadas a aceitar as autodeclarações, documento de cadastro das famílias na distribuidora de energia. À medida que as famílias forem entregando o documento, a empresa tem prazo máximo de 30 dias para cadastrá-las e já conceder o benefício.

“Com a Campanha muitas pessoas ficaram sabendo como funciona a exploração do povo pelas multinacionais do setor elétrico. A realidade é que desde a produção até a distribuição da energia elétrica, o custo do Kw/h é de 10 centavos. Porém, as grandes empresas mineradoras e de celulose como a Vale, Alcoa, Aracruz, etc, pagam apenas 4 centavos ao Kw/h, e as famílias pagam de 30 a 50 centavos ao KW/h. A campanha é para que as famílias também tenham energia mais barata em casa”, afirmam os coordenadores da campanha.

Contato:
(74) 9125.8050 – Eldo Barreto
(87) 9621.1794 – Juziléia Carvalho do Nascimento

 

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