|
07.08.2009
Incra reconhece
necessidade de reassentamento para atingidos por barragens
Uma
comissão de militantes do MAB (Movimento dos Atingidos por
Barragens) participou ontem (06/7) de uma audiência com o
Incra, em Brasília. O objetivo era tentar achar soluções
para os problemas causados pela construção das barragens,
principalmente o alagamento das terras agricultáveis dos
ribeirinhos.
A pauta do
MAB exigia, dentre outras coisas, reassentamento e
indenizações justas para todos os atingidos; extensão do
direito às linhas do PRONAF A (Crédito, Educação...);
garantia de assistência técnica e social para as comunidades
atingidas; criação de um fundo especial para o projeto
popular de recuperação e desenvolvimento para as regiões
atingidas ou ameaçadas por barragens, com recurso do BNDES;
assentamento para os filhos de reassentados e ribeirinhos
sem terra.
Segundo
Josivaldo Alves, do MAB, o Incra se mostrou sensível à pauta
dos atingidos, reconhecendo a importância do reassentamento
para que se garantam as condições de vida e de trabalho que
os ribeirinhos tinham antes da construção da barragem. Além
disso, o próprio Incra terá seus assentamentos inundados
pelo lago das hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia.
Um exemplo
de caso a ser tratado é o da Barragem de Acauã, na
Paraíba. Depois da barragem, não foram garantidos aos
atingidos os meios de vida que possuíam antes de serem
desalojados de suas propriedades. Eles foram obrigados a
mudar seu modo de vida: saíram de uma vida tradicionalmente
rural para um meio “urbano” (sem que tenha a estrutura de
uma aglomeração urbana). Não há terras agricultáveis, nem
terrenos que permitam a criação de animais.
“Nós fomos bem atendidos pelo Incra e
esperamos que tenhamos resultados concretos. Se os atingidos
ficarem sem reassentamentos ficarão sem meios de reproduzir
a vida”, afirmou Josivaldo Alves. |