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08.03.2010
Mulheres da Via Campesina
trancam acesso ao canteiro de obras
da barragem de Santo
Antônio, em Rondônia
Ações fazem parte da jornada
em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres
Durante
a manhã de hoje, 8 de março, cerca de 200 mulheres do
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Via
Campesina trancaram por uma hora a estrada de acesso ao
canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio.
Centenas de funcionário da empresa Odebrecht foram impedidos
de entrar. Elas estão mobilizadas pelo dia Internacional da
Mulher e em Porto Velho protestam contra a construção das
barragens no rio Madeira e todas as conseqüências negativas
que as obras estão trazendo para a vida das mulheres.
Depois do
protesto as manifestantes voltaram a se concentrar no
acampamento localizo no ginásio Eduardo Lima e Silva, na
Avenida Jatuarana, na capital. A programação segue com
atividades de formação e debates sobre os direitos dos
atingidos. A tarde elas irão para o bairro Vila Princesa
onde localiza-se o lixão da cidade, local de trabalho de
muitas mulheres. Lá as manifestantes farão um debate com as
catadoras sobre as condições de trabalho das mulheres e as
convidarão a participar das atividades. O acampamento segue
até amanhã e em assembléia elas definirão qual será o
próximo local de ação.
A
construção das barragens de Santo Antônio e Jirau está
causando inúmeros impactos sociais e ambientais. As mulheres
são as principais vítimas destas construções que acabam
desestruturando as famílias. Outra grave conseqüência é a
instalação de negócios da prostituição perto do canteiro de
obras da barragem ou junto ao alojamento dos trabalhadores.
“Essa estratégia das empresas tem o objetivo de “entreter”
os operários, que estão longe de suas famílias há bastante
tempo. Em alguns casos, há a mercantilização do corpo das
mulheres com a venda de adolescentes para a prostituição,
podendo até influenciar e facilitar o tráfico internacional
de mulheres”, denuncia uma militante do MAB. |