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08.05.2008
População reclama
sobre qualidade e preço da energia
Em
Brasília, MAB se manifesta em audiência pública organizada pela
Aneel. No norte do Rio Grande do Sul, moradores solicitam da RGE
melhorias no atendimento e esclarecimento sobra a Tarifa Social
Na
manhã de hoje (8), em Brasília, aconteceu a quinta e última
audiência pública organizada pela Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel) para revisão da Resolução 456. Na ocasião, mais
uma vez foram pautadas as revisões tarifárias, entre outros
temas.
Militantes do MAB se pronunciaram mencionando que a atual
estrutura do setor elétrico não favorece a população brasileira
e sim poucas empresas: “O povo paga caro para as grandes
empresas nacionais e estrangeiras terem luz subsidiada, a preço
de custo”, denunciaram. Além disso, mencionaram que a produção
de energia elétrica através da hidreletricidade é considerada
uma das fontes mais baratas. Mesmo assim, o brasileiro paga a
quinta tarifa mais cara do mundo, duas vezes mais cara que a
tarifa paga pelos norteamericanos.
Para
lideranças do MAB, estas audiências públicas osganizadas pela
Aneel têm sido protocolares e, mesmo tratando de assuntos de
extrema importância para os trabalhadores, não estão sendo
debatidos pelo conjunto da sociedade: “É ilegítimo que um tema
que vai afetar diretamente o orçamento da classe trabalhadora
seja tratado dessa forma, com audiências apenas consultivas, já
que os 125 artigos da resolução em destaque são considerados os
princípios básicos pra a distribuição de energia elétrica em
todo o Brasil”, afirmam.
Melhorias na distribuição e Tarifa Social
Na
tarde de ontem (07), no auditório do Sindicato da Alimentação,
em Erexim/RS, realizou-se uma Audiência Pública para discutir o
preço e a qualidade da energia elétrica na região. Cerca de 600
pessoas, integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB),
Fetraf, Sultraf, representantes de bairros e pequenos
agricultores, lotaram o auditório do sindicato e expuseram
situações de exploração e prejuízos com as contas e o
fornecimento da energia elétrica. Também estiveram presentes na
reunião, representantes da distribuidora Rio Grande Energia (RGE),
Ministério Público e prefeitos.
Durante
a audiência o MAB requisitou da RGE, uma reavaliação sobre o
aumento de 9% na tarifa de luz, que deve entrar em vigor nos
próximos meses. Segundo estudos feitos por integrantes do
movimento, em dez anos, a conta de luz recebeu aumento de 386%.
Além disso, os moradores queixaram-se da qualidade da energia
fornecida: “Nos horários de pico, não dá para ligar nada, na
área rural e em alguns bairros tem aparelhos que ainda queimam”,
reclamam.
Outro
pedido feito à RGE durante a audiência é o esclarecimento sobre
a Tarifa Social de energia, que reduz as contas de luz para
famílias de baixa renda. A distribuidora se comprometeu a
analisar os pedidos da população.
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