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08.07.2010
Relator conclui que não há
irregularidades nos convênios
Da Agência Brasil
Após oito
meses de investigação, a Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito (CPMI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra (MST) apresentou hoje (7) o relatório final escrito
pelo deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP). Porém, os
deputados e senadores só votarão o texto na próxima
quarta-feira (14).
A comissão
foi criada em outubro de 2009 para investigar financiamentos
clandestinos e irregularidades em convênios firmados entre a
União e entidades ligadas ao MST e a trabalhadores rurais.
No entanto, o relator concluiu que não houve
irregularidades, pois “não é possível sanar as questões
formais envolvidas nos problemas existentes na execução e
prestação de contas dos convênios por meio de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito”.
Segundo
Tatto, as mudanças sociais necessárias para eliminar a
pobreza, a desigualdade e a exclusão que são alimentadas
pela grilagem de terras, pelos conflitos agrários e pela
escassez de crédito não podem ser alcançadas com uma CPMI.
“Novamente
apresentaram-se problemas complexos que abrangem não só os
de ordem administrativa, mas também recorrentes mazelas
advindas da má gestão pública e da verdadeira
inaplicabilidade da legislação frente às questões inerentes
ao trabalho com comunidades rurais”, afirma o documento.
O deputado
pediu, em seu parecer, a criação de mecanismos de controle
mais eficientes para evitar punições por falta de regras
mais claras sobre prestação de contas. “O Tribunal de Contas
da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) devem
continuar realizando auditorias de acompanhamento da
execução dos convênios”.
Além
disso, o petista propôs um projeto de lei com procedimentos
mais claros para os convênios do governo com entidades da
sociedade civil. “As políticas de desenvolvimento agrário
devem ser concebidas e implementadas de forma articulada com
as outras políticas setoriais, como as referentes à proteção
ambiental, agricultura, ciência e tecnologia, indústria e
comércio, entre outras”, diz o texto. |