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08.10.2010
A luta das famílias
atingidas por barragens
já obtém as primeiras
conquistas em Rondônia
Desde
meados de 2006 o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
vem orientando e ajudando as famílias do Projeto Joana D’
Arc a garantirem seus direitos. Juntamente com as famílias
atingidas iniciou um processo de negociação com o consórcio
buscando a melhoria da qualidade da nova área onde será
reassentada a população.
O
Consórcio Santo Antônio Energia formado pelas empresas
Odebrecht, Furnas, Cemig, Andrade Gutierrez e Banco
Santander, afirma em seus estudos ainda não finalizados que
120 famílias do PA Joana D’ Arc serão realocadas e
reassentadas em uma nova área. Atualmente o assentamento
está localizado a cerca de 50km da cidade de Porto Velho e
será uma das localidades afetadas pela Usina Hidrelétrica
Santo Antônio.
A empresa
apresentou uma área de terra às margens da BR. 364 (sentido
Acre). Esta área foi uma reivindicação do MAB, entendendo
que as famílias devem permanecer perto do rio que é, em
muitos casos, fonte de sobrevivência, além de servir com via
de acesso à cidade de Porto Velho.
Uma
comissão de atingidos fez uma visita ao local e aprovou a
compra da área pela empresa. Compradas as terras,
intensificaram-se as negociações em torno das benfeitorias.
Inicialmente, o consórcio propôs que as casas do
reassentamento fossem, em media de 60m², as famílias
organizadas não aceitaram a proposta e, por fim, ficou em
consenso que as casas terão um padrão de 100m²,e que a área
de reserva legal será comprada bem próxima ao reassentamento.
Estes acordos serão registrados em um Termo de Compromisso (TC)
a ser firmado entre Santo Antônio energia, Movimento dos
Atingidos por Barragens (MAB) e Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
“Já
obtivemos algumas conquistas fazem com que as famílias
tenham uma qualidade de vida melhor. Mas, precisamos fazer
com que esta conquista se espalhe para os demais
reassentamentos que estão sendo construídos e para todos,
que de forma direta ou indireta, são afetados pelo
empreendimento. O mínimo que a empresa pode fazer é garantir
uma boa estrutura para que as famílias tenham uma qualidade
de vida melhor, pois o consórcio ao longo dos 30 anos de
concessão da Usina irá faturar mais de 50 bilhões de
reais.”, disse Océlio Muniz da coordenação do MAB.
Coletivo de comunicação do
MAB |