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08.10.2010
Populações do campo se organizam contra exploração
Serão nove dias de debate sobre conjuntura latinoamericana

Aline Scarso
Radioagência NP

O V Congresso da Coordenação Latinoamericana de Organizações do Campo (CLOC) começa nesta sexta-feira (08) em Quito, no Equador. Serão nove dias de intenso debate sobre a conjuntura latinoamericana e a organização de resistência dos povos contra a ofensiva de empresas transnacionais no campo. Já estão confirmados mil participantes de toda a América Latina, com convidados da Europa, Ásia e África.

Itelvina Masioli, integrante da direção MST/Brasil e da CLOC/Via Campesina, diz que as populações das nações da América Latina denunciam o controle da agricultura pelo capital internacional por meio da compra de terras, da produção de sementes transgênicas e da expulsão das comunidades originárias.

“Esse Congresso parte da análise de que há uma ofensiva forte do capital e do império no nosso continente. O objetivo é fortalecer as organizações da Cloc/ Via Campesina [do] continente latinoamericano para retomar com muito mais força essa capacidade das lutas continentais para enfrentar os inimigos comuns”.

O V Congresso da CLOC levou um ano de preparação. Segundo Itelvina, os participantes irão propor ações e trocar experiências de projetos populares de agricultura e sociedade.

“Frente a esse momento de golpes de Estado, de toda a ofensiva da mídia, de criminalização dos movimentos [sociais], esse Congresso se fortalece a partir da luta, da solidariedade e integração dos povos”.

Dentro do Congresso, ocorrerá a terceira assembleia latinoamericana dos jovens e a quarta assembleia latinoamericana das mulheres do campo. De acordo com a organização, a participação dos jovens e das mulheres – que são mais da metade das populações dos países da América Latina – é fundamental no processo de transformação social.

 

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