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09.03.2010
MMC mobiliza
trabalhadoras do campo em todo o país
Do MMC

Comemorando os 100 anos do 8 de março como o Dia
Internacional de Luta das Mulheres, o Movimento de Mulheres
Camponesas (MMC) está mobilizado em conjunto com outros
movimentos sociais camponeses e urbanos em diversas regiões
do Brasil.
Neste ano,
estamos em mais uma Jornada Nacional para dar continuidade a
toda história de luta que juntas estamos construindo nesses
100 anos, pois acreditamos que muitas coisas ainda precisam
e devem ser transformadas. As atividades da Jornada de Luta
das quais o MMC participa estão acontecendo desde o dia 3/3,
e estendem-se até o dia 14/3.
Atividades
estaduais da Jornada Nacional de Lutas de março das quais o
MMC participa:
No Rio
Grande do Sul:
As atividades concentraram-se nos dias 3 e 4 de março, em
Palmeira das Missões e em Porto Alegre. Em Palmeira das
Missões, mais de 800 mulheres da Via Campesina e Movimento
dos Trabalhadores Desempregados (MTD) trancaram a RST 569, e
seguiram em caminhada até a praça da Matriz onde, pela
tarde, fizeram um estudo sobre a violência contra as
mulheres do campo e da cidade.
Em Porto
Alegre, as mulheres realizaram várias ações de denúncia. Em
frente à empresa Solae, as mulheres amamentaram esqueletos
que simbolizam o sugamento das mulheres pelo capital,
principalmente o agronegócio, além de denunciar o uso
abusivo dos agrotóxicos e transgênicos. Ao mesmo tempo,
outro grupo ocupou o Ministério da Agricultura. À tarde, as
mulheres se dirigiram para a UFRGS, onde conjuntamente com
os estudantes pautaram a retirada do projeto do Parque
Tecnológico - que prevê a cessão de um espaço público da
universidade para que empresas como Bunge, Aracruz Celulose
realizem pesquisas conveniadas à instituição. A ação
mobilizou cerca de 800 mulheres da Via Campesina e
organizações urbanas.
O MMC da
região próxima a Santa Maria reuniu aproximadamente 600
mulheres camponesas para um dia de estudo e celebração. O
encontro aconteceu no município de Ivorá. Na região
Litorânea, as mulheres camponesas realizaram encontro
regional no dia 6 para debate sobre políticas públicas e
realizam audiências em todos os municípios pautando os temas
do Código Florestal e do combate à violência.
No Acre,
as atividades aconteceram no dia 4/3, na capital Rio Branco.
Cerca de 100 mulheres do MMC e da Comissão Pastoral da Terra
realizaram uma passeata pautando a implementação do bloco de
produtora rural. Uma comissão foi recebida pelo presidente
da Assembleia Legislativa, que ficou com o compromisso de
discutir com o secretário da fazenda a implementação do
bloco de produtora para as mulheres trabalhadoras rurais.
Em
Santa Catarina, o Dia Internacional da Mulher traz um
amplo debate sobre o tema Bioma Mata Atlântica em seis
regiões do estado: São Miguel do Oeste, Dionísio Cerqueira,
Chapecó, Joaçaba, Anita Garibaldi e Mafra. O objetivo nesta
semana é aprofundar as discussões sobre o tema e dar
continuidade à luta por políticas públicas: pagamento por
serviços ambientais – PSA, subsídio para a produção de
alimentos saudáveis e a carência nas dívidas da agricultura
familiar e camponesa, além de denunciar a violência contra
as mulheres.
Em
Minas Gerais, cerca de 300 mulheres do MMC e de
organizações sindicais estão concentradas em frente ao Banco
do Brasil em Governador Valadares. Na pauta, elas exigem
maior acesso ao crédito.
No
Maranhão, cerca de 70 mulheres do MMC, Fórum de Mulheres
e estudantes de escolas públicas mobilizaram-se no dia 6/3
em Imperatriz, pautando os efeitos das mudanças ambientais
na vida das mulheres. Nesta segunda (8/3), participaram,
pela manhã, de uma audiência pública sobre o tema na Câmara
Municipal de Imperatriz. Nesta terça (9/3), às 14h, será
realizada audiência com o prefeito da cidade sobre demandas
das políticas públicas para as mulheres. Na quarta (10/3),
às 17h, acontece uma reunião com os presidentes de partidos
políticos do município, para discutir o papel da mulher nos
partidos, o empoderamento e a participação feminina nas
eleições.
Em
Roraima, as atividades do Dia Internacional da Mulher
foram marcadas por palestras e mobilizações no último sábado
(6/3). Com a participação de 30 mulheres, a formação e o ato
de rua concentraram-se em São João da Baliza, onde foi
pautada a violência contra a mulher, o Dia Internacional da
Mulher, as linhas e as bandeiras de luta das mulheres.
Em
Alagoas, 450 companheiras e companheiros da Via
Campesina (Movimento de Mulheres Camponesas, Movimento dos
Pequenos Agricultores, Movimento Sem Terra) e AMIGREAL se
mobilizaram em Arapiraca, segunda maior cidade de Alagoas. A
mobilização denunciou os grandes projetos do capital, como o
avanço do monocultivo da cana-de-açúcar, Canal do Sertão,
transposição do São Francisco e os investimentos do governo,
que somam mais de R$ 400 milhões para a Vale Verde, empresa
mineradora que desde a década de 80 pesquisa o solo do
Agreste alagoano.
Em Mato
Grosso, cerca de 200 mulheres do MMC e do MST realizaram
nos dias 6 e 7/3 formação política para debater a conjuntura
atual, os dados sobre violência contra as mulheres, a luta
de classes e o modelo do agronegócio. Na segunda-feira
(8/3), no centro de Cuiabá, realizaram um ato de rua
denunciando a violência do modelo capitalista, patriarcal e
machista.
Na
Paraíba, as mulheres estarão concentradas no Cassino da
Lagoa, em João Pessoa, de onde sairão em marcha pelas
principais ruas da cidade, pautando principalmente a
violência contra a mulher. Em todo o estado acontecem
atividades alusivas aos 100 anos do Dia Internacional da
Mulher.
Em
Cajazeiras as mulheres realizam uma celebração em memória
das mulheres assassinadas no município e região e também uma
caminhada pelas principais ruas da cidade, exigindo justiça
frente à impunidade dos crimes cometidos contra as mulheres.
A caminhada termina em frente ao Fórum de Cajazeiras. Seguem
em atividades entre os dias 9 e 12, nos municípios de
Queimadas, Monteiro e Remígio.
Em
Tocantins, 60 mulheres participaram, no domingo (7/3),
de uma reunião de estudo em Nova Olinda. Os principais
pontos de discussão foram a violência domestica, a
previdência social e a alimentação escolar. Além do MMC,
participaram do evento o Sindicato dos Trabalhadores Rurais,
APAE e Casa do Idoso.
No
Espírito Santo as atividades concentraram-se no norte do
estado e na capital. No município de São Mateus, cerca de
400 mulheres do MMC e da Via Campesina fecharam a BR 101 e
seguiram em caminhada até o Banco do Brasil, onde foi
entregue uma nota pública pautando políticas para as
mulheres camponesas. Em Vitória, mulheres do campo e da
cidade, representando o MMC, a Via Campesina e organizações
urbanas, realizaram uma marcha pelas principais ruas da
capital.
Em
Goiás as atividades concentraram-se no município de
Rubiataba, onde cerca de 500 mulheres da Via Campesina
reuniram-se durante o fim-de-semana (6 e 7/3) em uma
atividade de formação. Na segunda-feira (8/3), as mulheres
realizaram um ato de rua com panfletagem, apresentando à
sociedade os temas debatidos nos dias de formação. O
município de Rubiataba foi escolhido por ser o local com
maior monocultivo de cana-de-açúcar do estado.
No Pará,
as mulheres promovem passeatas na próxima quinta-feira
(11/3) em Conceição do Araguaia.
Na
Bahia um acampamento estadual reuniu mais de 1500
mulheres da Via Campesina e trabalhadoras urbanas. A
abertura da atividade teve início na quinta-feira (4/3).
Nesta segunda (8/3), uma caminhada de rua contou com a
participação de cerca de 2000 mulheres.
Ainda
nesta semana estão previstas atividades em municípios onde o
MMC atua. |