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09.09.2009
Nota de apoio
à greve dos trabalhadores das usinas do Complexo Madeira
O
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) vem por meio
desta, prestar solidariedade aos trabalhadores das obras das
usinas de Santo Antonio e Jirau, no Rio Madeira (RO), que
entraram em greve na manhã de ontem (08/09). As empresas
Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez mostraram mais
uma vez qual é o tratamento dado aos trabalhadores: baixos
salários, condições de transportes inadequadas, falta de
segurança, assédio moral no trabalho e opressão da Policia
Militar.
O
setor elétrico gasta grandes quantidades de dinheiro público
(via BNDES) para gerar poucos empregos. Pelo histórico de
construção de barragens, nós sabemos que após a construção
das obras, os trabalhadores serão demitidos, restando apenas
uns poucos especialistas para gerenciar a usina. O mínimo
que as empresas devem fazer é tratar bem os funcionários,
pagar salários adequados e garantir melhores condições de
trabalho, já que esses trabalhadores já estão com os dias de
trabalho contados.
As empresas vão faturar mais de R$ 115 bilhões com a venda
da energia das duas hidrelétricas, mais R$ 22 bilhões com a
transmissão e mais de 130 bilhões com a distribuição. Para o
povo, sobrará a conta para pagar e os problemas causados em
conseqüência da privatização do Rio Madeira e da construção
das hidrelétricas.
Repudiamos toda forma de maus-tratos e injustiças
contra os trabalhadores das obras das usinas e reafirmamos
nossa luta contra a venda do Rio Madeira e em defesa da
Amazônia e das comunidades atingidas.
Coordenação Nacional do MAB |