|
11.08.2009
Movimentos sociais da
Paraíba realizam atividades durante a jornada de lutas
De 10 a
14, durante a Jornada de Lutas dos Trabalhadores/as do Campo
e da Cidade, sem terras, atingidos por barragem, estudantes,
sindicalistas, pastorais e diversas outras organizações
sociais da Paraíba, realizarão uma série de atividades.
Ontem
(10), em João Pessoa, a programação iniciou com uma palestra
sobre a situação dos rios da Paraíba. Em Campina Grande,
deu-se início à Semana do Estudante, com debate sobre a
crise do capitalismo. O evento está sendo promovido por
universitários e secundaristas e contará com palestras,
debates e peças de Teatro do Oprimido, enfatizando as
temáticas da crise econômica e da criminalização das lutas
sociais. As atividades ocorrerão em escolas e universidades.
As
centrais sindicais estão organizando atos públicos em João
Pessoa (na Lagoa, às 16hs), e em Campina Grande (no Parque
do Povo, às 9h). Também em Campina haverá ato político
contra as demissões em frente a Alpargatas, na quinta-feira
(13), às 13h.
A outra
atividade importante da semana será a saída da Marcha
Estadual da Via Campesina Contra a Crise e por Reforma
Agrária, na sexta-feira (14). A Marcha sairá de Campina
Grande ruma à João Pessoa, que com o apoio da Assembléia
Popular, sindicatos e outras organizações sociais, passará
por vários municípios da Paraíba, no pelo agreste do estado,
denunciando a crise e discutindo a importância da Reforma
Agrária. A Marcha prevê sua chegada à capital no dia 1 de
setembro.
Contra a
violência no Campo
No último
sábado (08), uma audiência pública pressionou as
autoridades políticas da Paraíba para solucionarem a falta
de segurança em Aroeiras. Recentemente, uma liderança do
MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), atingido pela
barragem de Acauã, foi assassinada à queima roupa, na frente
de casa, na comunidade de Pedro Velho.
Segundo o
prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, que esteve
presente na audiência, o assassinato de Odilon da Silve deve
ser investigado como crime político, “por se tratar de uma
pessoa que era de um movimento que mexe com pessoas
grandes”, afirmou.
O Deputado
Luiz Couto (PT) também esteve presente e disse: "nós vamos
pedir à secretaria especial de direitos humanos, para que
esses ameaçados entrem no programa de proteção dos direitos
humanos para que eles continuem lá trabalhando para que as
águas da acauã possam servir para vida e não para morte". |