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11.08.2009
Em Jornada de Lutas, MAB
denuncia impactos das barragens e modelo energético
Fonte: Radioagência NP
Na divisa
dos estados de Maranhão com Tocantins, 1,5 mil atingidos por
barragens estão acampados, desde o último mês, em frente à
obra da Usina Hidrelétrica de Estreito. Para o Movimento dos
Atingidos por Barragens (MAB), a construção ignora a
situação das famílias que perderão suas terras e moradias
com a obra. Esta é uma das denúncias que o movimento faz
dentro da Jornada de Lutas pela Reforma Agrária.
O
coordenador nacional do MAB, Joceli Andrioli, explica a
situação em Estreito (MA).
“As
famílias em Estreito estão reivindicando o direito delas de
serem reassentadas e indenizadas de forma justa. Questionam
o fato da construção da barragem ser feita sem consulta à
população, de forma imposta. Também questiona os impactos
que essa obra vai causar à região amazônica.”
Ao
participar da Jornada de Lutas, o MAB pretende mostrar os
efeitos da crise econômica mundial e a dívida social que o
Brasil tem com os trabalhadores. Andrioli enfatizou a
crítica do MAB ao atual modelo energético do país.
“Denunciar
à sociedade o modelo energético que está colocado no Brasil,
que está a serviço de algumas empresas eletrointensivas,
grandes transnacionais, como Alcoa, Vale e Votorantim, que
pagam uma mixaria para utilizar esse bem. Enquanto isso, a
população brasileira paga em torno de R$ 60 por 100 Kilowatt.
Isso é um abuso, é um crime.”
Atualmente, o consumidor doméstico paga um valor cerca de 20
vezes maior em comparação com o consumidor comercial, mesmo
consumindo menos que este.
Reunido em diversos estados brasileiros, o
MAB pretende fazer marchas e protestos por todo país. |