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12.08.2009
Empresa recorre à
“liminar preventiva” para intimidar atingidos por barragens
Na
noite de ontem (11), no segundo dia do acampamento do MAB
(Movimento dos Atingidos por Barragens) em Rondônia, em
frente ao canteiro de obras da UHE Santo Antonio, um pelotão
da Polícia Militar levou até o acampamento uma liminar de
interdito proibitório interposto pelo Consórcio Santo
Antônio Energia. Segundo o documento, os atingidos estão
proibidos de bloquear a entrada do canteiro de obras da
Usina de Santo Antônio, sob pena de multa diária de R$ 1.000
(mil reais), bem como manutenção de posse a ser cumprida
imediatamente pela polícia militar.
Segundo as
lideranças do MAB, já é a segunda vez que o consórcio,
liderado pela empresa Odebrecht, recorre a uma liminar. A
primeira foi expedida contra o seminário do MAB realizado em
São Domingos, 2km acima do canteiro de Santo Antônio, em
setembro de 2008. “As empresas estão fazendo uma guerra
preventiva contra quem possa colocar em jogo a segurança da
negociata do Madeira, a escandalosa privatização de um
incomensurável bem público, que vai gerar lucro para poucos”
denunciaram.
O objetivo
do acampamento dos atingidos é denunciar, em público, um
conjunto de graves violações dos direitos das comunidades
ribeirinhas durante o processo de implementação da UHE de
Santo Antônio. “Nós pedimos uma audiência com as empresas
para formalizar nossa indignação e tentar buscar soluções
para os problemas. Elas nos responderam com uma liminar de
interdito proibitório trazida por 30 policiais, fortemente
armados”, reclamaram as lideranças do MAB.
Os
acampados estão reunidos em assembléia para decidir como
proceder em relação às intimações.
Contato: (69) 9268 8296 |