|
13.08.2009
Atingidos por
Itapiranga contestam a barragem
Encontro debate modelo energético em Santa Catarina
Iniciou
hoje (13/08), no município de Itapiranga (SC), um encontro
com os atingidos pela barragem de Itapiranga que está
projetada para o rio Uruguai, na divisa entre Santa Catarina
e Rio Grande do Sul. Os atingidos estão debatendo sobre o
setor energético e a situação atual da barragem. A previsão
é que amanhã será realizado um ato público na cidade “em
defesa da natureza, do povo e pelo desenvolvimento sem
barragem”.
Segundo o MAB,
a barragem não trará desenvolvimento econômico para o
município. Comparando a produção agrícola das comunidades
com os retornos de compensação econômica (que é proporcional
a área alagada), a conclusão é de que os municípios
atingidos teriam um desfalque anual de cerca de 57 milhões
de reais. O MAB argumenta ainda que a obra deve gerar poucos
empregos, já que os operários costumam vir de fora do
município, junto com as empreiteiras.
Além disso, o
MAB lembra os impactos socias e ambientais causados pelas
contrução de barragens no Brasil. “São milhares de hectares
de terras agricultáveis e de vegetação inundados, além do
aumento da pobreza nas periferias das grandes cidades, que
recebem os agricultores atingidos pelas barragens. Nós não
podemos deixar que isso continue acontecendo”, afirmam as
lideranças.
Agricultores expulsam técnicos da obra
Agricultores expulsaram das
comunidades na manhã de ontem (12) seis técnicos que estavam
realizando levantamentos para a construção da obra. Eles
estavam em duas caminhonetes e se identificaram como
funcionários da Desenvix, Ecsa e empresa Legtop. Eles foram
conduzidos até a prefeitura de Itapiranga onde encaminharam
um documento a Brasília manifestando que os agricultores não
querem a barragem.
Para os
representantes do Movimento, “as empresas devem respeitar os
interesses da população, não podem invadir as propriedades
de agricultores que moram a décadas na região e produzem a
riqueza para o país”. |