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14.10.2009
No Paraná, agricultores questionam barragens no rio Chopim em audiência pública

Acontecerá no próximo dia 16 de outubro, às 14 horas, em Pato Branco (PR), uma audiência pública para discutir os impactos das barragens do Rio Chopim e o direito das famílias atingidas. A iniciativa é da Frente Parlamentar de Aproveitamento dos Potenciais Hidroenergéticos do Estado.

A audiência é uma parceria entre as comissões de Agricultura e de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Estado e está sendo organizada em conjunto com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). O evento acontecerá no Centro Regional de Eventos do Parque de Exposições de Pato Branco.

No Sudoeste do Paraná há pelo menos doze projetos de barragens no Rio Chopim. Se construídas, estas barragens expulsarão milhares de famílias de suas terras. Duas delas, projetadas para os municípios de Clevelândia e Honório Serpa, encontram-se na fase de elaboração do estudo de impacto ambiental, mas até agora as famílias das áreas que serão inundadas reclamam da falta de informações sobre seus direitos e sobre a indenização dos prejuízos.

Membros da coordenação do MAB no Paraná denunciaram que representantes do Grupo Gerdau, em reunião com um número pequeno de agricultores no mês de maio disseram que não há previsão e nem interesse por parte da empresa em garantir o reassentamento das famílias. A Coordenação do Movimento lembra que o impacto dessas obras será sentido em, pelo menos, doze municípios da região e defendem ainda que as famílias atingidas sejam ouvidas e respeitadas nesse processo.

“O MAB adverte que os maiores prejudicados com a implantação das barragens serão as famílias de agricultores, incluindo os assentados da reforma agrária. A empresa Gerdau já afirma que não vai reconhecer o direito de quem produz em regime de parceria e de arrendamento, uma vez que essas famílias não possuem documento de posse da terra por não serem proprietárias individuais dos lotes em que vivem ou trabalham. Estamos convidando todos os atingidos a participar desta audiência, só assim, com participação, conquistaremos nosso direito”, comentou um dos coordenadores.

Contato: (46) 8822.2668

 

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