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15.04.2010
Posicionamento do MAB
sobre o cancelamento do leilão de Belo Monte
FOTO: Leandro
Silva
O
MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) considera que a
suspensão do leilão - através de uma liminar do Ministério
Público Federal - que iria selecionar o consórcio construtor
da usina de Belo Monte, é uma vitória. E é fruto de uma
histórica luta dos atingidos por barragens, indígenas e
ribeirinhos, iniciada há mais de vinte anos, desde que o
projeto foi lançado pelo governo da ditadura militar.
Esta luta
histórica culminou em um grande ato, na última segunda-feira
(12/4), em Brasília, que contou com mais de mil pessoas
organizadas em movimentos sociais e entidades – além de
personalidades internacionais como o cineasta James Cameron
- que lutam contra a apropriação dos bens naturais da
Amazônia por grandes grupos econômicos nacionais e
internacionais.
Apesar do
clima de vitória, sabemos que essa liminar pode ser
derrubada a qualquer momento e que a Advocacia Geral da
União já está trabalhando para isso. Para as grandes
empresas interessadas, o cancelamento da obra significaria a
perda de uma oportunidade de alcançar uma enorme taxa de
lucro com a venda da energia gerada por Belo Monte.
Significaria também deixar de explorar os bens naturais da
Amazônia, bens estes que já estão alcançando o esgotamento
nos países ricos e desenvolvidos.
Portanto, sabendo que as empresas não vão desistir
facilmente deste mega-empreendimento, devemos continuar
alertas e mobilizados contra a construção de Belo Monte e em
defesa da Amazônia.
Continuaremos na organização popular e na luta por uma nação
soberana, onde a água e a energia estejam sob controle e à
serviço do povo. Neste sentido, manteremos nossa pauta de
lutas pelo cancelamento definitivo da Licença Prévia e do
leilão de Belo Monte.
Água e
energia não são mercadorias!
Coordenação Nacional do MAB |