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15.09.2009
MAB questiona as audiências públicas sobre a UHE Belo Monte

Entre os dias 10 e 13 de setembro, nos municípios paraenses de Brasil Novo, Vitória do Xingu e Altamira, aconteceram as audiências públicas para discutir os impactos ambientais do projeto da usina de Belo Monte. Os debates foram marcados por fortes questionamentos da população atingida, não só sobre os impactos do empreendimento, mas também sobre a metodologia das audiências. Hoje (15/09), acontece uma nova audiência, em Belém, às 18h.

Segundo o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), que esteve presente nas audiências, a população atingida está reivindicando a realização de audiências públicas em todas as comunidades, inclusive as indígenas, onde deveriam acontecer audiências na língua dos índios. Para isso acontecer as comunidades devem organizar abaixo-assinados com, no mínimo, 50 assinaturas.

A primeira audiência, em Brasil Novo, tinha apenas 600 pessoas, a maioria empresários de Altamira e sindicalistas de Belém. Segundo os atingidos, o IBAMA não se preocupou em garantir a presença dos agricultores, ribeirinhos e indígenas, ou seja, as pessoas que realmente serão atingidas. Já a de Altamira contou com a participação de cerca de 5 mil pessoas. Porém um forte policiamento da Força Nacional foi convocado para “fazer a segurança” dos representantes do consórcio, inibindo os protestos do que são contra as barragens.

De acordo com o MAB, "essas audiências públicas não servem para esclarecer e debater os impactos da hidrelétrica com o povo. Ao invés de diálogo, as empresas chamam a polícia para intimidar a população atingida que luta há mais de vinte anos contra esse empreendimento", denunciou o Movimento.

 

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