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16.10.2009
Camponeses do mundo se
levantam contra Monsanto e os transgênicos
Fonte: Adital
Hoje (16),
neste Dia Mundial da Alimentação, assim declarado pela
Conferência da Organização das Nações Unidas para a
Agricultura e Alimentação (FAO), a Via Campesina se mobiliza
mundialmente junto com seus aliados/as em uma irrefreável
expressão de repúdio a Monsanto e aos Organismos Modificados
Geneticamente (OMG), em nome da soberania alimentar.
Nos
Estados Unidos seminários de protestos contra Monsanto estão
ocorrendo em Maine e Wisconsin. No Brasil, membros da Via
Campesina estão levando a cabo ações nas chefias de Monsanto
y de Syngenta. Na Europa, onde nove países proibiram os
transgênicos, a Via Campesina organizou uma brigada
anti-Monsanto que viaja através da região. Na Índia,
milhares de camponeses e seus aliados estão realizando
greves de fome e ocupando terras. As ações estão se
sucedendo em pelo menos 20 países e nas nove regiões onde
está presente a Via Campesina.
Enquanto
isso, os líderes do mundo estão se preparando para
encontrar-se na Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar da
FAO, em Roma, em novembro, onde as energias dos governos e
das agroindústrias utilizarão o desespero de nações famintas
para acelerar a extensão da agricultura baseada nos
transgênicos no mundo inteiro. A proposta da administração
de Obama de dedicar mais de 1 bilhão de dólares de
assistência de emergência que dá financiamento aos países em
via de desenvolvimento para a agricultura, e a iniciativa
global da segurança alimentar do governo estadunidense são
finos esforços velados com este fim.
Camponeses
e camponesas, trabalhadores sem terra, emigrantes, indígenas
e consumidores apontam corporações multinacionais,
especialmente Monsanto, que, junto com Syngenta, Du Pont e
Bayer exercem controle sobre a metade das sementes do mundo,
e são assim os inimigos principais da soberania agricultura
camponesa sustentável e do alimento para toda a gente.
A Via
Campesina está em uma luta diária para proteger as sementes
nativas, patrimônio da humanidade, contra as corporações e
patentes. Hoje, 16 de outubro, a força do movimento está
empurrando a opinião pública para recusar a tomada de posse
de Monsanto do sistema alimentício.
"É hora de toda a sociedade civil reconhecer
a gravidade desta situação, o capital global não deve
controlar nosso alimento, nem tomar decisões por trás de
portas fechadas. O futuro do nosso alimento, a proteção de
nossos recursos e especialmente de nossas sementes, são o
direito do povo, "disse Dena Hoff, coordenador da Via
Campesina norteamericana. |