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18.09.2009
Atingidos pela PCH Moinho
recebem ordem de despejo
Os
atingidos pela Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Moinho,
acampados há mais de 9 meses perto do canteiro de obras da
usina, receberam hoje uma ordem de despejo a mando da
empresa Engevix, dona da barragem. Os acampados temem um
despejo violento, já que em maio deste ano, durante
protestos para exigir as indenizações, cinco agricultores
foram detidos e tiveram suas moradias destruídas pela
Brigada Militar.
A PCH
Moinho é de propriedade da Engevix e está localizada no rio
Bernardo José, entre as cidades de Barracão e Pinhal da
Serra. A operação comercial da usina está prevista para
março de 2010. Segundo Elaine Fabro, uma das acampadas
organizadas no MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens),
a Engevix não quer saber dos direitos dos atingidos.
“Nessa
semana a Engevix não compareceu a uma reunião com os índios
atingidos pela UHE Monjolinho. Agora ela quer despejar os
agricultores que estão lutando por indenizações justas. Isso
prova que a empresa não está do lado do povo”, afirmou
Elaine Fabro.
A empresa
Engevix é acusada ainda de fraudar o estudo de impacto
ambiental (EIA) da barragem de Barra Grande. Segundo
denúncias de ambientalistas, ela teria escondido a
existência de seis mil hectares de mata primária,
principalmente de araucárias.
Os
atingidos pretendem permanecer na área até que a empresa
resolva pagar indenizações justas aos agricultores. |