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18.11.2009
MAB cobra do Governo
agilidade no tratamento
às populações atingidas
por barragens
Nesta
semana representantes do Movimento dos Atingidos por
Barragens (MAB) estão em Brasília para cobrar do Governo
Federal agilidade no encaminhamento das reivindicações
apresentadas. De forma mais intensa, desde agosto deste ano,
durante o acampamento organizado pelo MAB e MST em Brasília,
tem acontecido uma série de reuniões com o Governo nas quais
o MAB pleiteia a criação de políticas e programas que
amenizem os problemas causados às famílias atingidas pela
construção de usinas hidrelétricas aos atingidos.
“Tivemos
uma manifestação positiva do governo, mas tememos que esta
manifestação fique apenas na boa vontade. O próprio
Presidente Lula reconheceu a dívida com os atingidos por
barragens e afirmou que não quer deixar o governo sem pagar
essa dívida conosco, mas se continuar neste ritmo, não
haverá avanços significativos, disso temos certeza”, afirmou
Marco Antonio Trierveiler, que está em Brasília para as
negociações.
Segundo o
MAB, o reconhecimento do presidente pode ser uma
oportunidade para o governo criar uma política social de
tratamento às populações atingidas por barragens. Hoje, no
Brasil, não há uma legislação que assegure e estabeleça
quais são os direitos dos atingidos por barragens, nem há um
órgão público encarregado de realizar as indenizações e
reassentamentos dos atingidos. Sendo assim, há muitos casos
de indenizações injustas e de desrespeito aos direitos
humanos no processo de instalação de uma barragem.
“Enquanto
a construção de barragens anda num ritmo acelerado, com
garantia de financiamento antes mesmo de qualquer avaliação
de viabilidade econômica e socioambiental do projeto, a
negociação com os atingidos por barragens anda a passo de
tartaruga. Mesmo assim nós temos uma expectativa de que
nesta semana o Governo apresente respostas concretas e
viáveis à nossa pauta de reivindicações”, finalizou
Trierveiler.
Contatos: (61) 9163 9963 |