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19.04.2010
Movimentos sociais do
campo e da cidade protestam contra Belo Monte, em Fortaleza
Nesta
terça-feira, dia 20, o Movimento dos Atingidos por Barragens
(MAB), o MST e movimentos urbanos do Ceará estarão fazendo
um protesto contra o leilão da Usina Hidrelétrica de Belo
Monte, em Fortaleza. O protesto e a panfletagem acontecem no
centro da cidade, na praça José de Alencar, onde centenas de
militantes estarão debatendo com a sociedade sobre os
grandes problemas sociais e ambientais dessa obra, prevista
para ser construída no rio Xingu, no Pará.
O leilão
da barragem está marcado para acontecer amanhã (20 de
abril), em Brasília. Manifestações contrárias à obra estão
marcadas em diversas capitais, com a presença de militantes
sociais, ativistas ambientais e personalidades. Na semana
passada, o diretor do filme Avatar, James Cameron, esteve
participando de um protesto que aconteceu na capital
federal. Cameron declarou ser totalmente contra a construção
de Belo Monte e apresentou inúmeros argumentos para reforçar
sua posição, desde a necessidade de um novo modelo
energético para o Brasil e para o mundo, como também os
imensuráveis impactos socioambientais e econômicos que serão
causados na região, afetando severamente as comunidades
locais.
Se
construída, a barragem atingirá aproximadamente 24 aldeias
dos povos indígenas localizados na região do Xingu, no
entanto, estes povos sequer foram consultados sobre a obra.
“Historicamente o povo do Xingu fez e continua fazendo
resistência a construção desta barragem, que desde a década
de 80 está sendo pautada pelas grandes empresas da energia,
construtoras e mineradoras. Por isso Belo Monte tem um
significado histórico de resistência. Agora o povo do país
inteiro está se manifestando, pois entendeu que essa
barragem não afetará apenas aquela região, mas fere a
soberania de todo o país, enquanto nação”, afirmou José
Josivaldo Alves de Oliveira, do MAB.
Entre as
empresas multinacionais interessadas na construção deste
mega-empreendimento está a empresa mineradora Vale; as
construtoras Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Correa e
Votorantin; empresas de energia, como a Suez e a Neoenergia;
e empresas do agronegócio, que tem investido na construção
de barragens e na apropriação do território amazônico.
Contatos:
Cleidiane (88) 9645 6374 |