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20.04.2010
Manifestações contra Belo
Monte em todo o país
Atingidos por barragens de 10 estados participam das
mobilizações
Foto: Reuters
Hoje
(20/4) atingidos por barragens, militantes de movimentos
sociais, indígenas e ambientalistas, além de trabalhadores
urbanos e de pastorais sociais realizaram protesto em 7
capitais e na capital federal contra a construção da usina
Hidrelétrica de Belo Monte. Atingidos por barragens de
Tocantins e Goiás se mobilizaram em Brasília.
Em
Belém (PA),
cerca de 500 agricultores, ribeirinhos e indígenas ocuparam
a sede da Eletronorte. Participam do ato o Movimento dos
Atingidos por Barragens (MAB), o MST, a Via Campesina e o
Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo Para Sempre,
entre outras organizações. Em Altamira também houveram
manifestações de indígenas e ribeirinhos contra a obra.
Em
Brasília,
cerca de 600 atingidos por barragens e agricultores
organizados no MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) e
no MST, além de ativistas ambientais e de movimentos
indígenas marcharam pela Esplanada dos Ministérios até a
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No último dia
12 de abril, os movimentos sociais já protestaram no local.
Na oportunidade, esteve presente o diretor de Avatar, James
Cameron, que se posicionou totalmente contrário à construção
da barragem.
Em
Porto Alegre (RS),
os manifestantes realizaram um protesto em frente a Agergs
(Agência Estadual de Serviços Públicos delegados ao RS),
órgão onde funciona a Aneel no estado. Depois de serem
recebidos e protocolarem um documento contrário à Usina eles
seguiram em marcha até o Ministério Público Federal, onde
encerraram o ato.
Em Belo
Horizonte (MG),
os protestos e panfletagens acontecem na Praça Sete.
Organizam o ato integrantes do Movimento dos Atingidos por
Barragens (MAB), do Movimento Sem Terra e diversas
organizações que integram a Assembléia Popular no estado.
Além da ação na praça, acontecerá um debate sobre a obra
durante o Congresso Internacional de Pedagogia, que acontece
em Belo Horizonte, com mais de 5 mil estudantes de diversos
países.
Os atos em
Florianópolis (SC) acontecem nesta tarde. Integrantes
da Via Campesina, sindicatos de trabalhadores do setor
elétrico e demais trabalhadores urbanos de Santa Catarina
farão uma audiência pública na Assembléia Legislativa do
estado e depois seguirão em marcha para um ato simbólico em
frente à sede da Eletrobrás no estado.
Em
Fortaleza (CE),
os atingidos por barragens uniram-se à luta dos servidores
públicos do estado para a luta contra Belo Monte. Cerca de
1000 manifestantes estiveram reunidos na Praça do Ferreira.
Além da luta pela garantia dos direitos trabalhistas dos
servidores, os manifestantes fazem panfletagens contra a
barragem nas ruas do centro da capital.
Panfletagens também acontecem nas cidades de Porto Velho
(RO) e em Campina Grande (PB). Nestas duas
cidades também estão previstos atos nas universidades
federais, com a adesão de estudantes para a luta contra a
barragem.
Se
construída, a barragem atingirá aproximadamente 24 aldeias
dos povos indígenas localizados na região do Xingu. Desde a
década de 80, quando o projeto inicial da obra foi lançado
pelo governo da ditadura militar, a população local vem
lutando e resistindo contra esse mega-empreendimento.
“Agora, não é só o Pará que luta contra Belo Monte. A
sociedade entendeu que Belo Monte significa a violação da
nossa soberania, enquanto nação. Significa a exploração dos
nossos bens naturais pelas multinacionais. Nós não vamos
mais permitir isso”, afirmou Rogério Hohn, da coordenação do
MAB.
Dois
consórcios se inscreveram para o leilão. Um deles tem
participação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco
(Chesf), da Construtora Queiroz Galvão, da Galvão Engenharia
e de outras seis empresas. O segundo consórcio tem a
construtora Andrade Gutierrez, a Vale, a Neoenergia. Nesse
grupo estão duas subsidiárias da Eletrobras: Furnas e
Eletrosul.
Setor de Comunicação - MAB |