|
20.04.2010
Movimentos sociais ocupam
sede da Eletronorte, em Belém
Nesta
manhã (20/4) cerca de 500 agricultores, ribeirinhos e
indígenas ocuparam a sede da Eletronorte, em Belém (PA).
Eles realizam um protesto contra a construção da Usina
Hidrelétrica de Belo Monte. Participam do ato o Movimento
dos Atingidos por Barragens (MAB), o MST, a Via Campesina e
o Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo Para Sempre,
entre outras organizações.
Atingidos
por barragens de 10 estados também participam de protestos
em várias capitais do país. Em Brasília, o MAB e demais
movimentos estão protestando em frente a Agência Nacional de
Energia Elétrica, local onde seria realizado o leilão, que
foi suspenso novamente nesta segunda-feira (19).
Se
construída, a barragem atingirá aproximadamente 24 aldeias
dos povos indígenas localizados na região do Xingu. Desde a
década de 80, quando o projeto inicial da obra foi lançado
pelo governo da ditadura militar, a população local vem
lutando e resistindo contra esse mega-empreendimento.
“Agora, não é só o Pará que luta contra Belo Monte. A
sociedade entendeu que Belo Monte significa a violação da
nossa soberania, enquanto nação. Significa a exploração dos
nossos bens naturais pelas multinacionais. Nós não vamos
mais permitir isso”, afirmou Rogério Hohn, da coordenação do
MAB.
Esta luta
histórica culminou em um grande ato, na semana passada em
Brasília, que contou com mais de mil pessoas organizadas em
movimentos sociais e entidades – além de personalidades
internacionais como o cineasta James Cameron - que lutam
contra a apropriação dos bens naturais da Amazônia por
grandes grupos econômicos nacionais e internacionais.
Entre as
empresas multinacionais interessadas na construção deste
mega- empreendimento está a empresa mineradora Vale; a
construtora Andrade Gutierrez, e a empresa de energia
Neoenergia.
Contatos:
94 9136 2422 |