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20.10.2009
Agricultores do Paraná criticam barragens no Rio Chopim
“Não à privatização do Rio Chopim”, afirmam

Hoje, 20 de outubro, acontece no município de Honório Serpa (PR), uma audiência pública chamada pela da empresa GERDAU, para a construção de duas Usinas Hidrelétricas de São João e Cachoeirinha, no Rio Chopim, nos municípios de Honório Serpa e Clevelândia. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) denuncia que a empresa nega informações sobre as formas de indenização das famílias, que estão inseguras frente à ameaça de terem suas terras alagadas.

Em documento elaborado pelos atingidos por barragens na Audiência Pública do último dia 16, sexta-feira da semana passada, eles afirmaram que com o desenvolvimento e consolidação dos projetos hidroelétricos no Rio Chopin “sua histórica e atual função social será substituída pela lógica privatista, concentradora e excludente das grandes empresas”.

O documento detalha ainda que com as barragens, o rio será apenas para a acumulação de riqueza através da produção de energia e do controle dos recursos naturais através formação do lago e cercamento da chamada área de preservação.

Na audiência pública, os agricultores afirmaram que são contra a privatização do Rio Chopin e elencaram 25 pontos de afirmações e propostas frente aos 12 projetos de barragens que existem para o rio. Entre os pontos está que seja garantido e respeitado o direito de livre associação e organização das famílias atingidas e que não seja autorizada a construção de nenhuma barragem na bacia do Rio Chopin sem que a população tenha todas as garantias satisfatórias e efetivas da solução dos problemas socioeconômicos e ambientais que estas obras possam causar.

No entanto, em reuniões realizadas nos municípios com a população que será atingida a GERDAU deixou claro que não pretende reconhecer o direito de reassentamento das famílias e que a forma de compensação será indenização a partir do preço de mercado. Para a empresa só será reconhecido direito ao proprietário das terras.

Nesse caso os filhos dos proprietários, parceiros, arrendatários, meeiros, funcionários e outros, além das famílias assentadas da reforma agrária não terão direito a nada, o que significa um enorme retrocesso e uma agressão aos direitos do povo, como dizem as lideranças do MAB. O movimento alerta que atingido é todo aquele que se sentir prejudicado pela construção da barragem, seja ele ou não afetado pelo lago da represa e que muita luta será organizada na região.

Setor de Comunicação - MAB

 

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