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22.04.2010
Via Campesina
internacional assina manifesto contra Belo Monte
De
19 a 22 de abril aconteceu em Cochabamba, na Bolívia, a
“Conferência Mundial dos Povos sobre Mudanças Climáticas e
os Direitos da Mãe Terra”. Organizações populares do mundo
inteiro participaram para debater sobre as conseqüências do
sistema capitalista sobre as mudanças climáticas e a luta a
ser travada pelas organizações sociais e populares.
Um dos
temas debatidos pela Via Campesina internacional, reunida
naquele país, foi a construção da Usina Hidrelétrica de Belo
Monte. Na oportunidade, 120 pessoas, vindas de 28 países e
integrantes de 57 organizações escreveram um manifesto
posicionando-se contrários à construção da barragem. Segundo
Gilberto Cervinski, do Movimento dos Atingidos por
Barragens, que esteve em Cochabamba, o manifesto é o avanço
da internacionalização da luta contra Belo Monte.
Conforme
consta no manifesto, as organizações que o subscrevem
entendem que está em curso uma ofensiva mundial das grandes
empresas para apropriar-se dos bens naturais estratégicos em
todos os países, como a água, a energia, a terra, a
biodiversidade e os minérios, através de grandes projetos de
desenvolvimento. “Estes grandes projetos de interesses das
transnacionais são contra os interesses dos povos, porque
refletem na perda de soberania energética e alimentar. Por
isso, temos assumido um compromisso internacional de
denunciar e lutar contra esta lógica que tem como único
objetivo a busca do lucro”.
Nesta
semana, no dia do leilão (20/04) organizações e movimentos
sociais se manifestaram em diversos estados contra a
construção dessa barragem. No dia 12, o diretor de cinema,
James Cameron, também esteve participando das mobilizações
contra Belo Monte.
Leia a o manifesto na íntegra |