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23.10.2009
Barragem do PAC é
inaugurada com diversos problemas socioambientais
A
barragem de Baguari foi inaugurada ontem, 22 de outubro, em
Governador Valadares (MG) mesmo com uma série de pendências.
Esta é a primeira usina do PAC a ser inaugurada e foi
construída no Rio Doce pelas empresas Neonergia, Cemig e
Furnas. Estava prevista a presença de Lula para o ato, porém
o presidente não compareceu devido ao tempo que impediu o
pouso do avião.
Entre
tantos problemas, um é de que a obra foi construída sem a
licença ambiental do COPAM, órgão ambiental que poderá ou
não conceder a Licença de Operação da barragem. Além disso,
o lago foi represado sem a retirada da vegetação e as
árvores da ilha Bonaparte ainda estão no meio do lago, sem
contar a vegetação rasteira próxima aos rios Corrente e
parte do rio Doce que foi encoberta.
Os
atingidos pela barragem denunciam ainda que nove famílias
ainda estão em área de risco, que o consórcio não concluiu
acordo firmado com parceiros e meeiros, e que dezenas de
agricultores e demais trabalhadores não foram indenizados.
Por isso várias famílias estão às margens da BR 381 e não
foram reassentadas. Quanto ao uso do lago, ainda não foi
definida a forma de acesso pelos usuários do entorno.
O MAB
entende que é uma afronta ao povo atingido inaugurar uma
barragem com tantas pendências ambientais e sociais: 'É uma
incoerência do Governo Federal dizer que reconhece a dívida
com a população atingida, como fez no mês de julho em
Brasília, e agora ele inaugura uma barragem que vai fazer
aumentar ainda mais a dívida social', afirmam os militantes
do movimento. A construção da usina de Baguari custou R$ 584
milhões, 70% dos quais foram financiados pelo BNDES. |