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24.02.2011
MAB apresenta
reivindicações à Ministra da Pesca
Ações do Ministério em um
Programa de Reestruturação e Desenvolvimento
das Comunidades Atingidas são
exigências do Movimento, em Rondônia
No
final da tarde de ontem, dia 23, na sede da EMATER, em Porto
Velho, a Ministra da Pesca e Aqüicultura, Ideli Salvatti,
recebeu em reunião exclusiva a coordenação estadual do
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB/RO. Na ocasião o
MAB apresentou uma plataforma de reivindicações relacionadas
aos impactos e conseqüências da construção das Usinas
Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau na pesca artesanal.
Participaram ainda da reunião a Secretaria Geral da
Presidência da República, através da Srta. Juliana Miranda,
o Secretário do Ministério da Pesca e Aqüicultura de
Rondônia, Jener Tavares, e o assessor do Deputado Federal
Padre Tom, Jair Druxeel.
O MAB
expôs o agravamento das condições de vida dos pescadores e
ribeirinhos no estado, a desestruturação da pesca das
famílias tradicionais e os passivos ambientais causados
pelas obras, denunciando as limitações das ações de estudo
dos impactos e o processo de criminalização dos movimentos
sociais realizado pela empresa SUEZ, em Jirau.
A
necessidade da implantação de um Programa de Reestruturação
e Desenvolvimento das Comunidades Atingidas pelas usinas
está entre as principais reivindicações do movimento. Na
plataforma de reivindicações, que contém 27 pontos, a
coordenação do MAB apresentou à ministra a necessidade de
ações para reestruturação e fortalecimento da pesca para as
famílias atingidas, como a oferta de estruturas para
beneficiamento e comercialização do pescado e a instalação
de criatório de pescado nos lagos da barragem.
A Ministra
reforçou seu discurso feito ontem durante a abertura do
WorkShop Políticas de Pesca e Aqüicultura. “O que estamos
construindo aqui em Rôndônia só pode ser entendido como
consequência e continuidade do decreto presidencial assinado
por Lula no final do ano, conquista histórica do MAB. Para
nós, trabalho e renda é mais importante que geração de
energia”, disse a ministra.
Ao final
da reunião ficou acordado a construção de uma agenda de
reuniões nacionais entre uma Comissão Interministerial e o
MAB para negociação das reivindicações. Conforme Walisson
Rodrigues, militante do MAB, neste período de execução das
ações compensatórias e de redefinições das políticas
governamentais, a construção das usinas hidrelétricas passam
a servir de vitrine nacional das empresas e governo. “Nós
entendemos que em Porto Velho se aprofunda o quadro de
passivos ambientais e a permanência de um padrão de violação
dos direitos humanos”, disse. |