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25.04.2008
Militantes de
movimentos sociais denunciam desrespeito e preconceito em
audiência pública da Aneel
Em SP, na
manhã de hoje (25), ocorreu a segunda audiência prevista
e
organizada pela agência reguladora
Após
serem proibidos de participar da audiência pública promovida
pela Aneel e realizada em Porto Alegre/RS no dia de ontem (24),
representantes dos movimentos sociais registraram denúncia na
Procuradoria do Estado e na Procuradoria Federal dos Direitos do
Cidadão. Os militantes participariam da primeira das cinco
audiências previstas para acontecer entre esta semana e as
próximas, com o objetivo de debater questões referentes às
condições gerais de fornecimento de energia elétrica, estrutura
tarifária, fatura de energia, entre outras.
Conforme Patrícia Prezotto, militante do Movimento dos Atingidos
por Barragens (MAB), as denúncias foram feitas em virtude do
desrespeito e do preconceito praticado contra os militantes que
participariam da audiência: “Nosso objetivo era apresentar
algumas considerações relacionadas à qualidade da energia
fornecida aos trabalhadores do campo, às elevadas tarifas
cobradas dos consumidores residenciais, além de critérios para
enquadramento na tarifa social”.
Segundo
Prezzoto, ao mesmo tempo em que os militantes estavam sendo
barrados pela segurança do prédio do Banco Central (local onde a
audiência foi realizada), outros interessados chegaram e,
conduzidos pela Polícia Militar, entraram pela porta lateral do
prédio, que foi imediatamente trancada. “Isso demonstra que o
interesse da Aneel para com a classe trabalhadora é apenas em
aumentar os lucros da empresas do setor elétrico, cobrando uma
taxa abusiva nas tarifas da energia. Quando é para participar
das decisões, somos impedidos de nos manifestar”, finaliza.
Paulistanos também se manifestaram
A
segunda das cinco audiências previstas aconteceu hoje (25) em
São Paulo. Depois de ter sido apresentada a minuta da Resolução
nº 456/2000 pelos diretores da Aneel (que entre tantos
retrocessos, prevê a diminuição de 30 para 15 dias de atraso
para executar o corte da energia e o aumento de 2% para 5% para
restabelecer a energia após o corte), a palavra foi dada aos
expositores, entre eles representantes de distribuidoras de
energia e inúmeros representantes de organizações sociais da
cidade de São Paulo e região.
E o tom
da audiência foi dado pelas manifestações de repúdio de
representantes de associações de bairros, movimentos sociais e
moradores em geral frente ao que fora exposto como mudanças na
Resolução 456. “Enquanto continuarem cobrando uma tarifa tão
alta pela energia elétrica, continuaremos fazendo “gatos”, pois
não deixaremos de alimentar nossos filhos para pagar a luz”,
declarou uma manifestante.
As
audiências públicas promovidas pela Aneel também serão
realizadas em Belém (PA), no dia 30 de abril, em Salvador (BA),
no dia 07 de maio e Brasília (DF), no dia 08 de maio.
Novos
debates sobre energia
Estará
acontecendo em Erechim/RS, no dia 07 de maio, uma audiência
pública para debater o preço e a qualidade da energia elétrica
na região. A audiência foi solicitada pelo MAB à Promotoria
Federal de Erechim.
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