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26.01.2010
Atingidos pela barragem
de Jirau cobram seus direitos
No
último sábado (24/01), mais de 200 atingidos pela barragem
de Jirau, do Complexo Madeira, reuniram-se em assembléia, na
comunidade de Mutum Paraná, em Rondônia. O objetivo era
discutir a pauta de reivindicações para ser apresentada ao
consórcio Energia sustentável do Brasil (Enersus –GDF
Suez).
Os
atingidos organizados no Movimento dos Atingidos por
Barragens (MAB) reivindicam o direito ao reassentamento e a
um plano de desenvolvimento local. As famílias ainda
resistem à retirada forçada pelo consórcio, que vem negando
informações aos atingidos. “Nós apenas sabemos que vamos ter
que sair das nossas casas, mas não sabemos qual será a forma
de indenização nem se haverá indenização para todos.
Queremos ter a garantia de continuar na terra produzindo
para sustentar nossas famílias”, disse um atingido.
No início
deste mês, o MAB teve acesso ao Plano de Remanejamento da
População Atingida, produzido pela empresa. Um plano que
ainda não contempla os diretos dos atingidos, mesmo que a
empresa afirme que este não é o Plano final. A seguir,
alguns pontos do Plano que o MAB não concorda:
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O
plano prevê uma carta de crédito e agrovilas urbanas.
Porém, com a carta de crédito o dinheiro acaba logo e no
Pólo Industrial os atingidos não terão condições de
produção, como eram acostumados. Nosso povo deve ser
reassentado em áreas que dêem condições mínimas de
reestruturação das famílias, como possibilidade de
continuarem produzindo na terra.
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Os
atingidos têm direito de decidir para onde querem ir, e
como deve ser a sua transferência. E o que acontece é
que e empresa decide tudo pelas as famílias.
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O
consórcio quer construir as casa da agrovila no modelo
de placas. É um modelo que para realidade da Amazônia
não serve, pois a região é muito quente e será
insuportável viver nelas.
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Os
atingidos têm o direito de permanecer na beira do rio,
para não perder a cultura ribeirinha já comprometida
pela barragem.
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